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Quem é Miguel Gutierrez, ex-presidente da Americanas preso na Espanha

Ex-CEO da empresa é detido em Madri por fraude de R$ 25,3 bilhões

Miguel Gutierrez CEO Americanas
Miguel Gutierrez foi incluído na lista de procurados da Interpol | Foto: Reprodução/redes sociais

O ex-CEO da Americanas Miguel Gutierrez foi detido na manhã desta sexta-feira, 28, em Madri, Espanha. A prisão, lembra a revista Exame, ocorreu depois de a Polícia Federal (PF) iniciar uma operação que investiga fraudes contábeis de R$ 25,3 bilhões na empresa.

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Gutierrez foi incluído na lista de procurados da Interpol depois de ser considerado foragido pela PF. O executivo, que nega envolvimento nas irregularidades, possui cidadania espanhola e reside na capital espanhola há um ano.

Carreira e trajetória de Gutierrez

Nascido em 1961, Miguel Gutierrez tem dupla cidadania, brasileira e espanhola. Formou-se em engenharia mecânica pela UFRJ e em economia pela UERJ, o que marcou o início de uma carreira de destaque.

Gutierrez ingressou na Americanas em 1993, durante a gestão de Carlos Alberto Sicupira, acionista de referência da companhia e membro do trio 3G, ao lado de Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles.

Ascensão e queda na Americanas

Ele assumiu a presidência da empresa em 2003, depois de ocupar diversos cargos e ser reconhecido pelos sócios por suas estratégias de corte de custos, segundo relato da Bloomberg.

Com um perfil reservado, Gutierrez deixou a Americanas em dezembro de 2022, depois de 20 anos na liderança. Seu sucessor, Sergio Rial, ex-executivo do Santander, renunciou depois de nove dias ao descobrir as fraudes contábeis.

Investigação e medidas tomadas

A PF aponta Gutierrez como um dos principais envolvidos no esquema de fraude, com levantamentos internos da Americanas que indicam seu envolvimento direto nas irregularidades.

Na operação realizada na quinta-feira 27, 80 policiais federais executaram dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nas casas dos ex-diretores das Americanas, no Rio de Janeiro.

Além disso, a Justiça Federal ordenou o bloqueio de bens e valores dos ex-diretores investigados, em um total de mais de R$ 500 milhões, como parte das medidas cautelares.

As investigações revelam que os ex-diretores praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, o que permitiu à empresa antecipar pagamentos a fornecedores por meio de empréstimos bancários.

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