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Pazuello diz que impacto da pandemia no Centro-Sul será menor que no Norte e Nordeste

Em reunião ministerial, interino da Saúde disse que pico da pandemia já passou nas capitais e regiões metropolitanas do Norte e Nordeste.

eduardo pazuello - coronavírus - pandemia
Para o ministro interino Eduardo Pazuello, impacto do pico da pandemia no Centro-Sul será menor devido à curva de aprendizagem do país | Foto: SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Em reunião ministerial, interino da Saúde afirmou que pico do coronavírus já passou nas capitais e regiões metropolitanas da parte mais setentrional do Brasil

eduardo pazuello - coronavírus - pandemia
Para o ministro interino Eduardo Pazuello, impacto do pico da pandemia no Centro-Sul será menor devido à curva de aprendizagem do país | Foto: SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Em sua participação na reunião ministerial desta terça-feira, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, deixou claro que o Brasil é dividido em duas regiões quando se trata da pandemia de coronavírus. Segundo o general, as regiões Norte e Nordeste passam pelo inverno junto com o Hemisfério Norte, já o Centro-Sul do Brasil tem a estação com o Hemisfério Sul.

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“O Norte e o Nordeste tiveram três etapas: a preparação, que já aconteceu; o impacto, nas capitais e regiões metropolitanas, que já aconteceu, já subiu e desceu [o número de casos], nós temos todas as curvas para mostrar”, explicou o ministro. “E agora nós temos um recrudescimento do interior desses Estados, que é a terceira etapa, que consideramos o final da passagem da pandemia”.

Nessa terceira etapa, a estratégia do governo será utilizar a estrutura já existente das capitais e regiões metropolitanas, que hoje começam a ficar ociosas, e levar os habitantes do interior para serem tratados nas cidades.

“O impacto no Centro-Sul será completamente diferente, porque houve uma preparação maior, mais tempo de se preparar, verificar como acontece no Norte e Nordeste e, principalmente a curva de aprendizagem”, destacou Pazuello. “Aprendemos que a ideia de ficar em casa doente e só ir ao hospital quando já estiver passando muito mal é uma péssima ideia. O protocolo agora é: ficou doente, vá imediatamente ao médico. E vamos nos tratar imediatamente com o diagnóstico clínico”.

De acordo com o interino da Saúde, essa curva de aprendizagem vai permitir que o governo continue focado na manutenção do funcionamento das estruturas e na manutenção da economia.

Eduardo Pazuello também destacou dois grandes protocolos seguidos pelo ministério atualmente: a testagem em massa e as orientações para o manejo do paciente. O ministro esclareceu que, agora, a utilização de UTIs e respiradores são a última opção e que, antes disso, são tentados todos os outros tratamentos e manejos semi-intensivos possíveis. “É preciso que os hospitais tenham resolutividade”. Para ele, isso é possível aliando os medicamentos  certos usados no momento correto, com insumos e equipamentos adequados e recursos humanos bem treinados. “Com isso, diminuímos a necessidade de capacitação de intensivistas, por exemplo”.

Ainda de acordo com Pazuello, o ministério tem buscado acompanhar cada Real  que é repassado a Estados e municípios. “É um esforço muito grande da população brasileira para colocar esses recursos e precisamos fiscalizar”. Ele então, mostrou alguns dados sobre investimentos da pasta:

  • Repasse de R$ 48,8 bilhões diretamente a Estados e municípios – R$ 9,5 bilhões exclusivamente para covid-19
  • Mais de R$ 1 bilhão para habilitar leitos de UTI – 7,5 mil leitos exclusivos para coronavírus
  • 11,3 milhões de medicamentos distribuídos no Brasil inteiro
  • 2,9 milhões de comprimidos de cloroquina e 8,4 milhões de cápsulas de Oseltamivir
  • 115 milhões de itens de equipamentos de proteção individual (EPIs)
  • Mais de 10 milhões de testes para diagnósticos distribuídos
  • 3.584 ventiladores pulmonares entregues aos Estados

1 comentário
  1. Fred oliveira
    Fred oliveira

    Considero um belo trabalho do governo federal nesta pandemia apesar de todo o ataque que vem sofrendo. Por que esse mwtodonnao foi utilizado antes? Está mais alinhado com a realidade é com a visão do governo.

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