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Paulo Guedes diz que baixa da inflação pode fazer juros caírem em 2023

Declaração do ministro ocorre na semana em que o Copom vai decidir sobre a Selic

Paulo Guedes superávit
Paulo Guedes, ex-ministro da Economia | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em evento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o recuo da inflação deve fazer as taxas caírem em 2023, beneficiando o setor produtivo. Na palestra no 7º Congresso da Abimaq, na segunda-feira 19, ele explicou que o ciclo de alta dos juros está chegando ao fim.

“Como o nosso Banco Central já subiu juros desde o ano passado, neste ano deve estar se completando o processo de alta. Daqui para a frente, à medida que a economia vai avançando e a inflação vai cedendo, mesmo com algum grau de resistência, o que vamos observar para o ano que vem possivelmente são os juros descendo”, declarou o ministro. Em julho e agosto, houve deflação no Brasil, com taxa de -0,68 e -0,36.

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O ministro também falou sobre a situação fiscal do país, que está consolidada, com a arrecadação crescendo mesmo com as desonerações promovidas neste ano, referindo-se especialmente a produtos como combustíveis.

Guedes reiterou que a política monetária brasileira está à frente à de outros países, com o Brasil tendo aumentado os juros antes do restante do mundo e com a possibilidade de começar a diminuir as taxas antes dos demais países.

Sobre a política cambial, ele ressaltou que a manutenção do dólar acima de R$ 5 é mais realista no médio prazo. “A taxa de câmbio é mais realista agora. Com a política fiscal mais forte, o juro neutro é mais baixo e o câmbio de equilíbrio é mais alto. Todo bom economista sabe disso e reconhece isso”, afirmou.

As declarações de Guedes foram concedidas na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir se mantém a taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano ou se eleva para 14%. Há algumas semanas, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o órgão não pensa em queda de juros neste momento e que a inflação ainda não está sob controle.

Segundo o ministro, o dólar mais alto e a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ajudarão a indústria daqui para a frente. “Essas duas lâminas que cortavam a indústria, juros altos e câmbio subvalorizado, já foram removidas. Agora estamos atacando a ferramenta de desindustrialização em massa, que é o IPI. Cortamos 35% das alíquotas”, disse.

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