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Morre o cineasta francês Jean-Luc Godard, aos 91 anos

Segundo a mulher, o diretor "morreu pacificamente em sua casa, cercado por seus entes queridos"

Jean-Luc Godard
Jean-Luc Godard foi premiado com um Oscar em 2010, mas não foi a Hollywood para recebê-lo | Foto: Reprodução/Flickr

O diretor de cinema francês Jean-Luc Godard morreu nesta terça-feira, 13, aos 91 anos, em casa, em Rolle, na Suíça. A causa da morte não foi informada. A mulher dele, Anne-Marie Miéville, fez um breve comunicado à imprensa. “O cineasta Jean-Luc Godard morreu em 13 de setembro de 2022. Não haverá cerimônia oficial. Jean-Luc Godard morreu pacificamente em sua casa cercado por seus entes queridos. Ele será cremado.”

Godard estava entre os diretores mais aclamados do mundo, conhecido por clássicos como Acossado, filme que o lançou no cenário mundial, em 1960, e O Desprezo, de 1963. Seus filmes, que fizeram parte de um movimento contestatório do cinema francês a partir da década de 1960, a Nouvelle Vague (Nova Onda), inspiraram diretores de cinema e outros artistas por décadas depois do seu apogeu, nos anos 1960.

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A forma de fazer cinema de Godard rompeu com as convenções estabelecidas do cinema francês, já que ele reescreveu regras para câmera, som e narrativa, usando câmeras portáteis, novos modelos de cortes e diálogos com fundo existencial. “Não é de onde você tira as coisas, é para onde você as leva”, disse Godard uma vez.

O norte-americano Quentin Tarantino, diretor de Pulp Fiction e Cães de Aluguel, na década de 1990, é frequentemente citado como um cineasta que se inspirou em Godard. Antes dele, Martin Scorsese já havia se destacado pela influência do diretor francês no thriller psicológico Taxi Driver, de 1976.

Ao longo da carreira, Godard ganhou reputação por suas fortes convicções políticas de esquerda e mostrou sua simpatia por várias formas de socialismo em filmes rodados entre o início dos anos 1970 e o início de 1990. Também foi polêmico: o longa Je Vous Salue, Marie (1985) foi rejeitado pelo papa João Paulo II e chegou a ser proibido em vários países, incluindo o Brasil. Em dezembro de 2007, Godard foi reconhecido com um prêmio do European Film Academia, pelo conjunto da obra.

Ele também foi um crítico de Hollywood. Em novembro de 2010, recusou-se a viajar para os Estados Unidos para receber um Oscar honorário.

Godard nasceu em uma rica família franco-suíça, em 3 de dezembro de 1930, no luxuoso Sétimo Arrondissement de Paris. Seu pai era médico, sua mãe era filha de um suíço que fundou o Banque Paribas, então um ilustre banco de investimentos. Ele passou parte da infância na Suíça, morou na França boa parte da vida. Nos últimos anos, voltou a viver na Suíça, em Rolle, perto de onde cresceu.

Em seu perfil no Twitter, o presidente francês, Emmanuel Macron, lamentou a morte de Godard. “Foi como uma aparição no cinema francês. Então, ele se tornou um mestre. Jean-Luc Godard, o mais iconoclasta dos cineastas da Nouvelle Vague, inventou uma arte decididamente moderna e intensamente livre. Estamos perdendo um tesouro nacional, um olhar de gênio.”

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