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Mais de 150 mil casos de câncer deixaram de ser diagnosticados no Brasil

Estimativa é da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica

diagnósticos de câncer - pandemia
Foto: Canva

Estimativa é da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica

diagnósticos de câncer - pandemia
Foto: Canva

O Brasil enfrenta outro mal além da pandemia do novo coronavírus. Desde que os primeiros registros de covid-19 surgiram, o país deixou de diagnosticar mais de 150 mil casos de câncer. O número foi estimado nesta semana pelo presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Alexandre Ferreira de Oliveira.

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Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Oliveira destacou ser essencial perder o medo da pandemia. “A rotina de exames precisa voltar ao normal, seguindo, claro, todas as recomendações de segurança que já conhecemos, como evitar aglomeração e utilizar máscara e álcool em gel”, avisou. Somente de março a maio, a SBCO informou que 50 mil casos de câncer não haviam sido diagnosticados no país.

Oncologista e imunologista, Nise Yamaguchi analisou a situação na noite de hoje. Em entrevista à Jovem Pan, ela destacou que, devido à força-tarefa criada em hospitais para enfrentar a covid-19, ainda “é uma dificuldade” lidar com outras doenças. “Além de tudo, não estamos com a infraestrutura adequada”, afirmou, ao participar de Os Pingos nos Is, programa que conta com comentários de Guilherme Fiuza, Augusto Nunes e Ana Paula Henkel, colunistas da Revista Oeste.

Em relação direta à notícia sobre diagnósticos de câncer que passaram em branco devido à pandemia, Nise lamentou, mas informou que o sistema de saúde segue sem operar normalmente. “[A infraestrutura médica] está sobrecarregada. Os pacientes estão atrasados, tanto na cirurgia quanto no diagnóstico”, disse ela.

Vacina contra a covid-19

Nise Yamaguchi também fez observações sobre projetos de vacina contra a covid-19. Nesse sentido, afirmou que os testes estão sendo aplicados “há pouquíssimo tempo”, o que torna impossível a segurança total, pois não se consegue monitorar eventuais casos de efeitos colaterais. “O tempo é necessário para que esses feitos sejam devidamente estruturados”, declarou.

Sem evitar citar de forma direta a CoronaVac ou algum outro imunizante em estudo, a oncologista e imunologista deu a entender que as vacinas anunciadas contra o novo coronavírus podem estar pulando etapas. “Não passaram por uma fase pré-clínica longa”, afirmou.

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