Ministro da Economia e partido se reunirão na próxima semana para debater estratégias e estímulos políticos que estabeleçam o timing definitivo da retomada das reformas

Ciente da pressão do Congresso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer apresentar nas próximas semanas suas sugestões para a reforma tributária. E contará com o apoio do Novo para vocalizar a defesa pela pauta e por outras reformas estruturantes.
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Oeste antecipou que o chefe da equipe econômica e o partido estão em processo de reaproximação. As conversas amadureceram, e uma reunião foi marcada para a próxima segunda-feira, 29, às 17 horas.
O objetivo da reunião entre Guedes e o Novo é gerar estímulos políticos para robustecer a agenda de reformas e, assim, criar o timing da retomada da pauta. O assunto tem ganhado destaque e sido alvo de debates, como um realizado na segunda-feira, 22, pelo Congresso em Foco.
A assessora especial do Ministério da Economia para a reforma tributária, Vanessa Canado, sinalizou que o governo estuda algumas ideias. Entre elas, a da tributação de lucros e dividendos para desonerar a folha de pagamento.
Correções
O líder do Novo na Câmara, Paulo Ganime (RJ), tem boas expectativas para a reunião. Nela, a perspectiva é avançar na sinergia pela agenda econômica no pós-coronavírus, quando as reformas terão papel preponderante.
A análise do parlamentar, contudo, é que Guedes acabará apoiando as pautas em tramitação no Congresso e sugerindo ajustes pontuais. “Acho que o governo vai acabar apoiando e, no máximo, propondo correções e ajustes no que está ali. Até porque, se apresentar um texto novo, levantaria muitas críticas dos opositores, independentemente do mérito”, explica.
Convergências
O esboço da reforma está bem desenhado. Resta buscar convergências e saber o que o governo deseja. Ganime pondera que a grande divergência no Congresso está em detalhes como o comitê gestor sugerido na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019. “No conceito do IVA [Imposto sobre Valor Agregado], o governo e nós concordamos”, destaca.
A desoneração da folha defendida pelo governo é outra pauta de convergência com o partido. “Também somos contrários a coisas ruins aventadas, como o imposto sobre grandes fortunas, mas a base do IVA, que é o principal, acho que não tem muita discordância nem no Congresso”, analisa.
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