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70% dos empresários esperam que economia retome entre 4 e 6 meses, diz pesquisa

Setenta por cento dos empresários acreditam que a economia vai demorar de 4 a 6 meses para retomar a trajetória de crescimento após o fim da confinamento por conta do coronavírus. O dado faz parte de uma sondagem feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, em que foram ouvidas 2.987 empresas.

Foto: Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo

Outros 37% acreditam que a retomada demore mais de nove meses para ocorrer

Foto: Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo

Setenta por cento dos empresários acreditam que a economia vai demorar de 4 a 6 meses para retomar a trajetória de crescimento após o fim da confinamento por conta do coronavírus.

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O dado faz parte de uma sondagem feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, em que foram ouvidas 2.987 empresas.

Em todos os setores, a maior parte dos empreendedores projeta que o coronavírus impactará suas atividades no 2º e no 3º trimestres de 2020.

Em alguns segmentos, como hiper e supermercados, há uma heterogeneidade na expectativa de recuperação, segundo informações do Estadão Conteúdo.

Existem empresas esperando uma demora maior da retomada, 37% acreditam que ela ocorra em mais de nove meses.

Os dados mostram que o confinamento impactou duramente a atividade econômica do país.

O FGV/Ibre também consultou 1731 consumidores.

Mais de dois terços, 67,8%, acreditam que a economia só voltará ao normal seis meses após a quarentena.

A percepção dos consumidores é parecida com as análises dos economistas, que apontam para uma recuperação lenta e gradual.

“A alta taxa de desemprego e as incertezas associadas à pandemia vão contribuir para segurar o ritmo da volta ao consumo”, ponderou o economista do Ibre, Rodolpho Tobler, um dos responsáveis pela pesquisa.

A FGV procurou saber também saber o impacto do isolamento social sobre os hábitos de consumo. A este questionamento, 79,1% declararam estar comprando apenas produtos essenciais. Para 15%, a crise não afetou os gastos da família, mas esse porcentual é maior conforme aumenta o poder aquisitivo dos consumidores.

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