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Saúde

Médicos de Goiânia faturam R$ 27 mil com aplicativo para pais

Plataforma digital une inteligência artificial e curadoria especializada para orientar famílias sobre cuidados infantis

O aplicativo Mamãe Pingo, criado em Goiânia, já soma quase 2 mil downloads | Foto: Divulgação
O aplicativo Mamãe Pingo, criado em Goiânia, já soma quase 2 mil downloads | Foto: Divulgação

Um grupo de especialistas em Goiânia transformou a insegurança de pais de primeira viagem em um negócio lucrativo. A startup desenvolveu um aplicativo focado na primeira infância que registra faturamento médio de R$ 27 mil por mês. O projeto nasceu depois de um investimento de R$ 82 mil e sete anos de trabalho técnico. A ferramenta atende famílias que buscam auxílio rápido para dilemas comuns, como febres no meio da noite ou marcos do crescimento.

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A odontopediatra Luciane Costa e o pediatra Paulo Sucasas lideram a iniciativa. Eles uniram conhecimentos de psicologia, computação e engenharia para tirar o plano do papel. Luciane explicou ao g1 que o desenvolvimento de uma criança exige que todos ao redor “toquem afinados”, comparando o cuidado familiar a uma orquestra. O sistema acompanha o progresso dos pequenos desde o parto até os seis anos de idade.

Tecnologia com filtro médico

O grande trunfo da plataforma é um chat operado por inteligência artificial que funciona sem interrupções. Diferente de robôs genéricos, essa tecnologia utiliza uma base de dados específica sobre medicina e parentalidade. A cientista da computação Nádia Félix revelou ao g1 que a equipe testou várias ferramentas antes de criar uma solução própria. Atualmente, 24 profissionais da saúde revisam e produzem os textos e vídeos disponíveis para garantir a segurança das informações.

O aplicativo já soma quase 2 mil downloads. O público divide-se igualmente entre responsáveis por crianças e profissionais do setor médico. Paulo Sucasas disse ao g1 que o foco principal é monitorar o desenvolvimento neuropsicomotor nos primeiros anos de vida, levando dados essenciais dos consultórios direto para a tela do celular.

Versão gratuita e assinaturas

A empresa adota o modelo de negócio conhecido como freemium. O usuário baixa o aplicativo sem custo e acessa funções básicas, mas precisa pagar se desejar recursos extras. Os planos variam entre R$ 25 e R$ 30 mensais. A divulgação aposta no reconhecimento entre colegas de profissão e no compartilhamento de experiências entre os próprios clientes.

Com a conclusão da fase inicial de lançamento, a startup colhe os frutos de editais e programas de inovação que apoiaram o projeto. O sucesso financeiro reflete a demanda por orientações confiáveis em um ambiente digital saturado de boatos e fóruns sem base científica. O aplicativo preenche a lacuna entre a consulta médica e a rotina doméstica.

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