Uma paciente de 33 anos morreu depois de esperar quase dois meses por um medicamento contra a leucemia que já havia sido incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e cujo fornecimento havia sido determinado pela Justiça. As informações são do portal G1.
O caso levou a Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale) a acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR), denunciando falhas estruturais na oferta de tratamentos oncológicos já aprovados pelo próprio Estado.
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Larissa Amorim sofria de leucemia e aguardava o recebimento do blinatumomabe, imunoterapia indicada por seus médicos como etapa fundamental para a realização de um transplante de medula óssea.
A União foi intimada judicialmente a fornecer o medicamento em março deste ano, mas o remédio nunca chegou. Larissa morreu em 14 de maio, 59 dias depois da decisão judicial.
Problema além de casos isolados
Ao G1, a Abrale afirmou que o problema vai muito além de casos isolados. A entidade informou que pacientes continuam enfrentando dificuldades para acessar medicamentos que já passaram pela avaliação técnica do governo e foram oficialmente incorporados ao SUS.
A gerente de Políticas Públicas e Advocacy da Abrale, Luana Ferreira Lima, destacou que os principais gargalos surgem depois da aprovação dos medicamentos, durante as etapas de compra, financiamento e distribuição.
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“O paciente teria, teoricamente, que ter acesso ao medicamento dentro do prazo de 180 dias”, destacou Luana, em entrevista ao G1. “Mas esse prazo se esgota, e ele não recebe o remédio, por questões burocráticas, de operacionalização, de coordenação e de recursos.”
A entidade acompanha atualmente 185 pacientes com dificuldades para obter tratamentos já incorporados ao SUS. Em 2025, quase metade dos atendimentos realizados pelo serviço sociojurídico da associação envolveu problemas de acesso a medicamentos, sendo que 85% dos casos eram de usuários da rede pública.
Família relata luta de Larissa contra a leucemia
O marido de Larissa, Murilo Barbosa, relatou ao G1 que a jovem manteve a doença sob controle por mais de duas décadas, mas viu seu quadro se agravar em 2025. Depois da falta do medicamento, os médicos precisaram recorrer a um novo ciclo de quimioterapia. Larissa contraiu uma infecção, foi intubada e não resistiu.
“A oncologia não espera”, ressaltou Murilo. “O câncer não espera. Cinquenta e nove dias, para quem tem câncer, é muito.”
Na representação encaminhada à PGR, a Abrale afirma que há casos em que nem decisões judiciais conseguem garantir o acesso aos medicamentos. Em Sergipe, por exemplo, a entidade acompanha processos em que pacientes obtiveram liminares para receber o mesmo remédio, mas continuam aguardando o cumprimento das ordens judiciais.
Posicionamento do Ministério da Saúde

Ao portal G1, o Ministério da Saúde informou que prepara a incorporação gradual de 23 novos medicamentos oncológicos de alto custo, com investimento estimado em R$ 2,2 bilhões.
A pasta também afirmou que o blinatumomabe já é disponibilizado pelo SUS por meio de unidades especializadas em oncologia, mas não explicou por que o medicamento não foi entregue à paciente mesmo após determinação judicial.
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Vagabundo bandido ladrão , esse é o presidente do amor
Gente tão incompetente ã frente da pasta, acaba em tragédia.
meus sentimentos à familia pela perda e ao Brasil, pelo Presidente, Ministro da Saúde e Judiciário que não funcionam, são caros, corruputos e ineptos. Pagamos furtunas de imposto sem qualquer contraprestação.