Uma decisão recente dos conselheiros do Departamento de Saúde dos Estados Unidos retirou a orientação para que todos os recém-nascidos recebam a vacina contra hepatite B, promovendo uma das alterações mais expressivas na política de imunização desde que Robert F. Kennedy Jr. assumiu a pasta.
A mudança ocorreu depois de votação realizada pelo Comitê Consultivo em Práticas de Imunização (Acip), que assessora os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) sobre recomendações de saúde pública.
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O comitê optou por não recomendar universalmente a vacina para todos os bebês, delegando a decisão a médicos e responsáveis.
Retsef Levi, professor no MIT e membro do Acip, que apoiou a alteração, explicou que “o risco de infecção de um bebê que nasceu de uma mãe testada negativa para hepatite B é extremamente baixo”.
“Encorajamos, como pais, que, em consulta com seu médico, pense muito cuidadosamente”, continuou. “Você deseja expor seu filho a uma intervenção que pode ter potenciais danos quando o risco é tão baixo?”
Farmacêuticas criticam fim da recomendação da vacina
Em comunicado à imprensa, o gigante farmacêutico Merck criticou a decisão do governo Trump.
“Estamos profundamente preocupados com a votação do Acip para modificar a recomendação de longa data sobre a dose da vacina da hepatite B em recém-nascidos”, diz a nota. “Essa decisão desconsidera décadas de dados de segurança e eficácia que apoiam inequivocamente a dose de nascimento da hepatite B; sua remoção corre o risco de reverter esse progresso e coloca os bebês em risco desnecessário de infecção crônica, câncer de fígado e até mesmo morte.”
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Segundo a empresa, “não há evidências de que adiá-la traga algum benefício, e, de fato, a dose universal da hepatite B contribuiu para uma queda de 99% nos casos relatados de hepatite B aguda entre crianças, adolescentes e adultos jovens nos EUA.”
Também por meio de nota, a Associação Americana de Farmacêuticos (APhA) se posicionou contra a medida.
“Mantemos nosso firme compromisso de proteger os pacientes ao longo de suas vidas”, afirmou a entidade na nota. “A ciência é clara: a dose de nascimento da hepatite B salva vidas, e não há novas evidências que justifiquem o atraso ou a remoção dessa proteção crucial.”









































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