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Agência dos EUA rejeita uso de vacina tetraviral em bebês

O comitê, com 12 membros nomeados por Robert F. Kennedy Jr., baseou a orientação no risco ligeiramente maior de convulsões observado na aplicação combinada em comparação às duas injeções separadas

Vacinas; governo
Vacina | Foto: Reprodução/Pexels/Cottonbro Studio

Alterações nas diretrizes da vacinação infantil entram em pauta nos Estados Unidos, depois de o Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (Acip) recomendar nesta quinta-feira, 18, que crianças com menos de 4 anos recebam vacinas separadas para sarampo, caxumba, rubéola e catapora, em vez da fórmula tetraviral combinada. Até então, a aplicação da vacina contra as quatro doenças ocorria em bebês de 12 a 15 meses, mas a nova recomendação sugere doses individuais: uma tríplice (MMR) e outra apenas para catapora.

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A decisão, votada por 8 a 3, com 1 abstenção, será encaminhada ao diretor interino do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), responsável por decidir se a proposta se torna norma oficial do governo norte-americano.

Debate sobre riscos e adesão à vacinação

O comitê, composto de 12 membros nomeados pelo Secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., fundamentou a orientação no risco um pouco maior de convulsões observado com a vacina combinada, comparado ao uso de duas injeções separadas, segundo o The Washington Post.

Cody Meissner, professor de pediatria da Escola de Medicina Geisel em Dartmouth e contrário à mudança, afirmou que a adesão pode diminuir.

“A desvantagem de aplicar duas doses ou, como foi sugerido, separar as duas doses é que sabemos que a adesão diminui”, explicou Meissner ao The Washington Post. “E a vantagem das vacinas combinadas é que crianças e adultos têm maiores chances de completar a vacinação.”

Apesar da nova orientação, a vacina tetraviral seguirá disponível para crianças atendidas por programas federais de imunização gratuita. Durante a reunião em Atlanta, houve momentos de confusão, com questionamento de integrantes ao teor da votação.

Tensões internas e possíveis novas decisões sobre a vacina

O grupo também avaliou adiar a aplicação da vacina contra hepatite B em recém-nascidos para depois de completarem 1 mês, mas a deliberação ficou para esta sexta-feira, 19. As mudanças ocorrem em meio a tensões no CDC, depois de Kennedy demitir todos os antigos integrantes do painel em junho e nomear substitutos críticos das políticas de vacinas contra o coronavírus.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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