As fortes altas registradas pelo Ibovespa desde o começo do ano têm apenas uma razão: o mercado financeiro brasileiro está muito barato. O chamado valuation, ou seja, a relação entre preço das ações e dividendos, está muito baixo no Brasil. Diferente do que está acontecendo nos Estados Unidos, onde os papéis negociados em Wall Street são muito mais caros. Em uma reunião com analistas do Bradesco BBI nesta semana, gestores asiáticos de mercados emergentes salientaram o forte interesse em investimentos no Brasil. Impulsionado por uma percepção de momento “extremamente positivo” para a economia nacional. As eleições não aparecem como um empecilho para esses investidores, que consideram o risco político como “gerenciável”, já que os diferentes cenários eleitorais não descaracterizam a tese de investimento.
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Tsunami de dólares
A perspectiva para os próximos meses é de novas altas para o Ibovespa, graças a uma enxurrada de recursos estrangeiros que poderão chegar à Bolsa de Valores brasileira. Segundo a equipe de estratégia do Santander, a realocação global de recursos oriundos dos Estados Unidos em direção a economias emergentes pode gerar fluxos relevantes adicionais para o Brasil, potencialmente entre US$ 6,5 bilhões e US$ 45 bilhões, a depender do cenário. Em termos de comparação, somente em janeiro deste ano entraram na Bolsa de Valores brasileira cerca de US$ 5,5 bilhões, levando o Ibovespa a bater recordes históricos.
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Compras na rede
As vendas online no Brasil tiveram uma forte alta em 2025, subindo 21% na comparação com o ano anterior. Uma pesquisa da Getnet, fintech de meios de pagamento do grupo Santander, mostra que o principal motor desse crescimento foi o aumento de 38% nas transações realizadas por link de pagamento, ferramenta que permite vendas diretas por redes sociais, aplicativos de mensagens e e-mail. Segundo a Getnet, esta alta é impulsionada pelos micro e pequenos empreendedores, uma vez que o link de pagamento é uma solução prática que dispensa estruturas complexas e permite vender diretamente pelas redes sociais. Os maiores setores que cresceram nas vendas online foram hotelaria e moradia, com alta de 42%; vestuário, com aumento de 39%; e saúde, com 31%.
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Rei Pix
O Pix é cada vez mais usado pelos brasileiros e deve responder por metade das transações no comércio eletrônico em 2028. Segundo a pesquisa Beyond Borders, da fintech Ebanx, em 2025, o Pix se tornou o método de pagamento mais utilizado (42%) no comércio eletrônico no país, ultrapassando os cartões de crédito (41%). A previsão é de uma alta de 18% ao ano no comércio eletrônico brasileiro até 2028, quando deverá responder por 50% das transações, contra 36% dos cartões.
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Calotes à vista
A inadimplência das pessoas físicas no Brasil continuará em alta nos primeiros meses de 2026. Esse é o resultado de um estudo do IBEVAR em parceria com a FIA Business School, que mostra como o índice de calotes no crédito total poderá chegar a 6,13% nos primeiros quatro meses do ano. No crédito com recursos livres, a situação é mais grave, já que existe o risco de a inadimplência alcançar 8,48% do total de crédito. Uma situação que representa um sinal de alerta para empresas, contadores e gestores financeiros, especialmente em relação ao impacto no consumo, no fluxo de caixa e na gestão do crédito. O levantamento considera operações com atraso superior a 90 dias e reflete o impacto dos juros elevados e da renda pressionada sobre o orçamento das famílias.
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O mundo quer celulose
A demanda por celulose no mercado global e por papel para embalagens no Brasil foi forte em janeiro, dando suporte a reajustes de preços e sinalizando um ano positivo para a Klabin e para a Suzano. As duas empresas divulgaram resultados nesta semana, e o mercado gostou. As ações de ambas se valorizaram de forma expressiva. A dinâmica global de oferta e demanda deve permanecer mais apertada no primeiro semestre de 2026, por causa da ausência de projetos relevantes ao longo do ano, o que ajuda a sustentar preços, mesmo sem voltar ao ciclo de euforia conhecido pelo mercado em 2022, quando o preço da celulose explodiu.
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Nubank do México
O Nubank anunciou que investirá US$ 4,2 bilhões no México até 2030. O banco brasileiro já conta com 14 milhões de clientes mexicanos, cerca de 14% da população adulta do país, se tornando um dos maiores bancos do país e o terceiro maior emissor de cartões. O México está se mostrando um país muito mais rentável do que o Brasil para o Nubank. A Receita Média Mensal por Cliente Ativo (ARPAC) do Nu México atingiu US$ 12,5 no terceiro trimestre de 2025, aproximando-se da ARPAC do Brasil, que é de US$ 13,5. Entretanto, o crescimento desse indicador no México foi muito mais acelerado do que o do Brasil.
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JBS das arábias
A JBS continua investindo pesado no Oriente Médio. A maior produtora de proteína animal do mundo adquiriu uma uma participação de 80% em uma nova holding de alimentos em Omã. A JBS, que já possui duas unidades no país árabe, está investindo US$ 150 milhões para produzir frango, cordeiro e carne bovina.
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Construção civil sob pressão
O setor da construção civil está atravessando um momento desafiador. A escassez de mão de obra, a alta na renda, os juros elevados e os custos crescentes dos insumos estão provocando dificuldades para as empresas. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as perspectivas para 2026 são positivas, com um crescimento previsto de 2%, após um 2025 que registrou expansão de 1,5%. No entanto, os custos continuam subindo acima da inflação. Em 2025, o IPCA foi de 4,26%, enquanto os insumos do setor subiram 5,9%. O maior impacto veio da mão de obra, que registrou alta de 8,98% e puxou todo o indicador do setor. Mesmo assim, o número de trabalhadores com carteira assinada na construção cresceu 3,08%, alcançando 2,9 milhões de empregados formais, patamar semelhante ao de 2014, de acordo com a CBIC.
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