No ano passado, o Brasil registrou a maior carga tributária em 20 anos. Em 2025, esse resultado poderá ser superado. Segundo dados da Receita Federal, a arrecadação aumentou 3,75% em novembro na comparação anual, beirando os R$ 227 bilhões. O maior patamar da série histórica, iniciada em 1995. No acumulado de janeiro a novembro, a arrecadação também foi recorde, cresceu 33,25% e chegou a R$ 2,6 trilhões.
***
Todos os impostos em alta
O governo registrou uma alta na arrecadação de praticamente todos os impostos até novembro. Entre eles, impostos sobre residentes no exterior, pessoa jurídica, retido na fonte, operações financeiras, PIS/Pasep, Cofins e outros. Além disso, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos, que vem acontecendo ao longo deste ano, também influenciou positivamente o resultado.
***
Mais impostos em 2026
O governo federal nunca cobrou tantos impostos dos brasileiros como em 2025. Mas para o ano que vem, a previsão é de mais impostos. A arrecadação deverá aumentar, pois serão conhecidos os resultados da nova tributação sobre fintechs e bets, que acaba de ser implementada.
***

Vendas de Natal em alta
O setor de varejo está otimista com as vendas de Natal. Segundo a Ibevar, instituto que representa as varejistas, realizada em parceria com a FIA Business School, o faturamento das lojas no período natalino deverá crescer 5,4% este ano na comparação com 2025. As vendas não terão nenhuma flexão, não obstante o Black Friday em novembro e o Dia do Solteiro, tradição oriunda da China que está começando a ganhar força no Brasil. Segundo a Ibevar e a FIA, o aumento da massa salarial e da renda média da população criaram um ambiente econômico propício à troca de presentes.
***
A avançada da Totvs no agronegócio
A desenvolvedora brasileira de softwares Totvs decidiu aumentar sua penetração no agronegócio por meio da compra da TBDC Desenvolvimento de Software (TBDC), pelo montante de R$ 80 milhões. A TBDC é uma empresa especializada em soluções informáticas para o agronegócio, abrangendo toda a cadeia produtiva, desde fabricantes de insumos até produtores rurais e consultorias. A transação é um novo passo da Totvs no âmbito da estratégia de fortalecer a especialização do grupo em alguns setores importantes da economia, como o agronegócio, que registrou os maiores crescimentos em termos de produtividade.
***
Aegea se preparando para o IPO
A empresa de saneamento Aegea está se preparando para abrir seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A empresa, investida pelo Itaú, iniciou o processo para contratação de assessores financeiros e legais para uma possível oferta inicial de ações. O objetivo da oferta deverá ser dar maior fôlego financeiro para a Aegea, reduzindo a alavancagem para perto de três vezes a dívida líquida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Atualmente, o indicador está próximo de 3,7 vezes, já considerando a concessão do Rio de Janeiro. A Aegea analisa a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que poderá ocorrer no primeiro trimestre do ano que vem, para realizar sua abertura de capital.
***
Todo mundo quer um escritório
O mercado de escritórios em São Paulo está registrando uma forte alta na demanda. Segundo a Coldwell Banker Richard Ellis (CBRE), a maior empresa global de serviços e investimentos imobiliários comerciais, a taxa de vacância caiu para 16,8%, o menor nível em cinco anos. Um cenário que deverá se repetir no ano que vem, uma vez que os prédios previstos para entrega em 2026 já têm um terço da área pré-locada, cerca de 100 mil metros quadrados de um total de 300 mil metros quadrados. O maior volume de pré-locação já registrado entre um ano e outro, bem acima da média histórica de 38 mil metros quadrados. O estoque previsto para 2026 representa o dobro do entregue em 2025, mas é metade do que era registrado há dez anos. A pandemia e os juros altos levaram investidores a priorizar galpões logísticos, impulsionados pelo comércio eletrônico, em detrimento dos escritórios. Além disso, o Plano Diretor de São Paulo restringiu a construção de prédios empresariais maiores.
***

Recompra de ações
As empresas brasileiras listadas na bolsa estão apostando em si próprias, recomprando ações e alimentando a valorização da Bolsa de Valores. Em 2025, os investimentos líquidos (compras menos vendas de ações) acumulados pelas empresas brasileiras chegaram a R$ 9,8 bilhões. Atualmente, há 127 programas de recompra de ações em andamento na bolsa brasileira. Dessa forma, as companhias com ações listadas na B3 tornaram-se o segundo maior grupo de investidores, superando as instituições financeiras, que aportaram R$ 9 bilhões, e perdendo apenas para os estrangeiros, que já acumulam um saldo positivo de R$ 25,4 bilhões.
***
G4 turbinado
O grupo G4 Educação, fundado pelo empresário Tallis Gomes, deverá registrar uma alta de 60% no faturamento em 2025, alcançando os R$ 500 milhões. Fundado em 2019, o grupo, que fornece soluções para pequenas e médias empresas, quadruplicou de tamanho nos últimos três anos. A taxa média de crescimento anual da companhia (CAGR) é de 98% desde que foi criada. O objetivo do G4 é alcançar um faturamento de R$ 1 bilhão até 2027, utilizando a inteligência artificial para aumentar a produtividade.
***
Yoki à venda
A multinacional americana General Mills decidiu colocar a marca Yoki à venda. A empresa está conversando há meses com potenciais compradores, como a MDias Branco e 3Corações. A Yoki, comprada em 2012 pela General Mills da família fundadora, fatura cerca de R$ 2 bilhões anuais, com margem bruta na casa de 10%.
Leia também “A contabilidade paralela do governo Lula”




Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.