Os consumidores brasileiros enfrentarão um aumento nas contas de energia elétrica em 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê que o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) deve alcançar R$ 52,7 bilhões em 2026, alta de 7% sobre 2025. Desse total, R$ 47,8 bilhões serão pagos pelos consumidores por meio de encargos embutidos na conta de luz, que poderá subir por volta de 2% na média, a depender da região do Brasil. O CDE é um fundo setorial que custeia subsídios para diversos segmentos e políticas públicas no setor elétrico.
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Adivinha quem paga a conta?
Outra paulada que os brasileiros estão esperando é o aumento das tarifas das fintechs e bancos digitais, por causa do aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para esse tipo de empresa. Segundo um levantamento da AtlasIntel, encomendado por associações de fintechs e bancos digitais, 70,2% dos brasileiros dizem acreditar que o aumento do imposto para as fintechs será totalmente repassado aos consumidores. Outros 21,8% avaliam que será repassado em parte; 5,2% acham que não haverá repasse; e 2,8% não souberam responder. O aumento está previsto no Projeto de Lei 5.473/2025, que eleva a alíquota da CSLL para essas instituições de 9% para 12% até o fim de 2026, e para 15% a partir de 2028. O texto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com tramitação terminativa, ou seja, tende a ir diretamente para a Câmara, sem passar pelo crivo de todos os senadores, caso não haja requerimento para votação em plenário.

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Sinal verde para Petz e Cobasi
O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão entre Petz e Cobasi, que cria o maior grupo de varejo de produtos para animais domésticos do Brasil. O caso passou a ser analisado pelo Tribunal após a Petlove, terceira interessada, ter entrado com recurso. A Petlove pediu a venda de 105 lojas no Estado de São Paulo como forma de mitigar os impactos concorrenciais da operação. Em acordo com o Cade, a Petz aceitou vender 26 lojas. Com a fusão, os acionistas da Petz terão 52,6% da nova empresa e os da Cobasi ficarão com 47,4%.

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Voando para Wall Street
O Grupo Abra, holding controladora da Avianca e da Gol, protocolou uma declaração de registro preliminar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos Estados Unidos, a SEC, para abrir capital em Wall Street. O objetivo é fazer da aérea uma corporation, ou seja, uma empresa de controle pulverizado nos EUA, já em 2026. Além das medidas para o IPO, a companhia anunciou o aumento do número de membros do conselho de administração, que a partir de janeiro terá nove integrantes.
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WEG das Índias
A WEG continua sua expansão internacional e anunciou a compra da empresa indiana Sanelec, especializada na fabricação de reguladores de tensão e sistemas de controle de excitação para geração de energia. A operação movimentou cerca de US$ 5,2 milhões. Fundada em 1998 na cidade de Bangalore, a Sanelec tem aproximadamente 40 colaboradores e registrou receita operacional líquida de US$ 2,3 milhões em 2024, com uma margem Ebitda de 29%. A aquisição, segundo a Weg, busca ampliar a presença global da empresa, apoiar “o atual portfólio de clientes, buscando aumentar sua participação no mercado de soluções de controle de geração de energia”.

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Portos brasileiros bombando
A movimentação de cargas nos portos brasileiros cresceu 9,8% em outubro em comparação com o mesmo mês de 2024, atingindo 121,5 milhões de toneladas. Na comparação dos primeiros dez meses do ano com o mesmo período de 2024, a alta foi de 4%, com cerca de 1,16 bilhão de toneladas de cargas. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, foram mais de 830 milhões de toneladas movimentadas para o comércio exterior entre janeiro e outubro, um volume 3,8% maior do que no ano passado.
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Inadimplência vai cair?
Um estudo realizado pela Ibevar com a FIA Business School mostrou como a inadimplência das famílias brasileiras deverá começar a cair a partir de fevereiro de 2026. Segundo dados do Banco Central do Brasil, que analisou um período entre março de 2016 e outubro de 2025, a projeção para a inadimplência total das pessoas físicas aponta que o indicador deve encerrar dezembro de 2025 entre 4,56% e 5,14%, com média estimada de 4,85%.

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Um milhão de processos
Levantamento realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostra que o número de processos judiciais contra planos de saúde pode superar o milhão até 2035, caso não haja uma reorganização do setor. O estudo revela como, entre 2020 e 2024, o volume de ações subiu 112%, alcançando 298,7 mil novos processos no ano passado. Como se a cada 1 minuto e 45 segundos fosse ajuizada uma nova ação. Uma judicialização que já custou R$ 17,1 bilhões entre 2019 e 2023 ao setor. Os principais motivadores da judicialização são demandas por medicamentos (35% dos casos), seguidas por tratamentos médico-hospitalares (30%) e reajustes contratuais (20%).
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Vendendo menos café
A exportação de café verde do Brasil em novembro caiu 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o volume total passou para 3,28 milhões de sacas de 60 quilos. O setor está sentindo os impactos da alta das tarifas alfandegárias decretadas pelos Estados Unidos em julho, e retiradas apenas no dia 20 de novembro. Além disso, o recuo se deve à base de comparação forte e à menor disponibilidade do produto em 2025.
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