Meu desabafo na coluna da semana passada teve boa repercussão, quando classifiquei o Brasil como uma “nação amaldiçoada”. Entendo que o papel de um formador de opinião, além de análises verdadeiras e realistas, é tentar manter a chama da esperança do povo acesa. Afinal, depois da esperança não há mais nada, só o abismo. Mas confesso: é preciso um esforço hercúleo para alimentar alguma esperança num país desses!
Uma máfia tomou de assalto o poder e não larga o osso. Ao contrário: dobra a aposta a cada dia. Uma das últimas foi a decisão monocrática de Gilmar Mendes para impedir que o povo possa pedir impeachment de ministro Supremo. Foi um golpe para impedir um suposto “golpe parlamentar”, como disse uma jornalista de O Globo. Seguir a Constituição agora é golpe!

A Lei do Impeachment vale desde 1950! Desde então, nenhum ministro do STF sofreu impeachment. Nem mesmo o sancionado Alexandre de Moraes, acusado pela maior democracia do planeta de cometer abusos contra direitos humanos. Aliás, do jeito que as coisas vão, já há quem acredite que até a Magnitsky de Moraes subiu no telhado e pode cair. Seria a desmoralização total do esforço de normalizar nossas instituições.
Trump deve ter cansado ao fazer tanto pelo país e ver a reação bizarra das elites. Silas Malafaia chegou a criticar a presença de uma bandeira americana nos protestos, e muitos atacaram Eduardo Bolsonaro. Pela ótica do presidente americano, talvez o país não queira derrubar Alexandre para valer. Até porque basta ver jornalistas e analistas como Malu Gaspar, Pablo Ortollado e Pedro Cerize, de O Antagonista, dizendo que agora chega! Ou seja, até aqui foi por uma “boa causa”, havia uma “carta branca”, sabe-se lá dada por quem. São cúmplices da ditadura da toga!

Alcolumbre, após a decisão nefasta de Gilmar, fez um discurso alegando que prerrogativas do Senado estão sendo usurpadas. Mas a hora de discursos passou. É preciso agir. Era para o presidente do Senado colocar no mesmo dia um pedido de impeachment de ministro do STF para julgamento em plenário. Isso Alcolumbre não tem coragem ou interesse em fazer.
O sistema consolida um poder totalitário que, na prática, representa o fechamento do Congresso.
E assim seguimos rumo ao abismo. Só o procurador-geral da República pode decidir sobre impeachment de ministro. É o AI-5 do Gilmar. Em primeiro lugar, a Constituição diz que só o Congresso pode alterar dispositivo constitucional; em segundo lugar, a Constituição diz que o Senado é o único que pode processar e julgar ministros; por fim, a Constituição diz que liminar não tem poder normativo para mudar dispositivo constitucional. Gilmar ignorou tudo isso e deu poderes absolutos para seu ex-sócio, Paulo Gonet, que vendeu a participação no negócio em conjunto por R$ 12 milhões para o próprio filho de Gilmar. O Brasil não é para amadores.

Por isso, peço vênia aos leitores para fazer este novo desabafo. Estou nesta luta faz bastante tempo, o humor oscila, temos altos e baixos, momentos de mais otimismo e momentos de mais pessimismo. Mas uma coisa é certa: quando Dilma foi reeleita, eu tomei a decisão de ir embora para os Estados Unidos. Hoje sou um cidadão americano. Meus atos valem mais do que palavras. Eu agi para me proteger dos oligarcas brasileiros, pois já sabia como era missão impossível endireitar esse país tão bagunçado.
Escrevo essas linhas desanimado, portanto. A luta sempre continua. Não há alternativa. É lutar ou lutar. Vou continuar fazendo minha parte, denunciando os absurdos, apontando os conchavos, chamando as coisas pelos seus nomes. Mas está osso demais apostar no futuro do Brasil. A sensação de impotência do povo diante de tanto descalabro é total. E parece que até a ajuda da cavalaria do Norte subiu no telhado. O povo brasileiro está largado às traças, sem saber o que fazer, enquanto o sistema consolida um poder totalitário que, na prática, representa o fechamento do Congresso. Pergunto: como ser otimista assim?

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Assino embaixo de cada palavra do Rodrigo Constantino,principalmente quando diz que a lei que punia o ministro alexandre de moraes, subiu no telhado . Muito me surpreende que ninguém mais fale sobre as urnas eletrônicas, o stf e o tse , vão novamente nadar de braçada, principalmente agora, com o lançamento de um Bolsonaro, como candidato a presidente em 2026, você acredita em eleições transparentes, principalmente para presidente da república, sem urnas eletrônicas que possam ser auditadas?
Sabe aquele grupo esquerdista performático macaquinhos? Pois bem, ninguém faz nada contra ninguém pois no círculo alternam-se ministros do STF com senadores, um futucando o orifício do que engatinha à sua frente
Constantino, mas é muito duro ouvir isso de vocês que são nossas vozes. Me desculpe, mas precisamos manter a chama da Esperança e da Fé! Sem isso, morremos!
É assim que me sinto,Constantino, indignada, com uma sensação enorme de impotência, de tristeza.
Consta querido seu depoimento é exatamente como pensamos e nos sentimos. A desesperança cresce e a vontade de acabar com td é grande. Mas a impotencia é maior pq n somos nada perto do poder de fogo q essa gente usa. Nosso desespero só cresce e nossa conta tb.
Constantino este também é o meu sentimento. Não vejo uma luz para modificar esta situação.
O texto é perfeito e alinhado com a realidade do Brasil. Gostaria de lembrar da rede Globo que continua em sua oligarquia imunda e servindo a gosma verde da desinformação para a população.
Constantino, o seu desabafo é o sentimento de milhões de brasileiros e me incluo nesta lista.
Se olharmos pelo retrovisor veremos que a história se repete em ciclos e é assim desde Davi, Salomão, Xerxes, Henrique VIII, Luís XVI… passando por Idi Amim, Mao Tse Tung, Stalin, Fidel Castro, Idi Amim, Saddan Hussein, Maduro, Ortega e Alexandre de Moraes.
Dia 15 do mês passado o país completou 136 anos do primeiro golpe político da nação, substituindo a monarquia constitucional pela república que até hoje entregou muito pouco.
Em 1993 tivemos um plebiscito para escolha da forma de governo entre República ou Monarquia e sistema de governo entre presidencialismo e parlamentarismo.
Os eleitores de 1993 eram completamente diferentes dos de hoje e ainda estavam frescas em nossa memória o período dos governos militares e poucos sabiam diferenciar um processo do outro.
Confesso que votei pela monarquia constitucional na esperança de que algum descendente da família Orleans e Bragança reunisse as qualidades de Pedro I e Pedro II, este depois de deposto foi embarcado com a família para o exílio às 03:00 por receio de revolta popular já que o Imperador desfrutava de amplo apoio dos súditos.
É difícil reunir forças para continuar a luta, mas hoje não faço por mim, mas por meus netos. Antes de partir para o plano superior quero continuar buscando um caminho melhor para meus descendentes.
Se você 🫵 que é cidadão Norte americano, vive num país democrático e está desanimado , imagine nós aqui. Desânimo nem é o sentimento maior, é o nojo, o desespero e o desânimo 😔.
A minha esperança já se desfez desde a última eleição presidencial. Um sistema eleitoral dominado e com urnas inauditáveis selaram a sepultura onde dorme a esperança o seu sono eterno. O resto, tudo o quem acontecendo, é uma escalada autoritária previsível.
O Povo tem que sair as ruas e demonstrar sua insatisfação
Concordo com o articulista: o Brasil não tem jeito, quando a gente pensa que as coisas vão melhorar elas pioram.
Também estou muito desanimada! Enquanto não tivermos votos auditáveis, eles irão colocar no poder quem eles quiserem…
A melhor saída pro Brasil é o aeroporto de Guarulhos…
Rodrigo, você fez e ainda faz muito pelo país ao abrir os olhos dos brasileiros para o único caminho aceitável a uma democracia digna desse nome: a liberdade ao indivíduo.
Entendo o pessimismo porque o momento é difícil, mas lembremos que o maior homem que já pisou no nosso planeta foi perseguido e entregue ao calvário pelo seu próprio povo para morrer em troca da nossa salvação. Os nossos tesouros não são deste mundo e lutar pela justiça é um fim em si mesmo, independentemente dos resultados. Erguei-nos contra toda forma de injustiça e cativemos a esperança de que um dia estarmos ao lado do nosso Pai, como está dito nas escrituras.
Muito triste seu desabafo, Constantino. Confesso que já estou assim faz tempo. Mas não podemos entregar os pontos, afinal tudo passa. Isso também vai passar. Vamos sofrer, sim. Já estamos sofrendo. Mas esses canalhas vão pagar tudo que estão fazendo de ruim contra a nossa nação.
Deus existe. Ele tarda mas não falha.
O desânimo é geral, mas não temos outra saída é continuar lutando pelo futuro dos nossos filhos. É lutar contra as urnas eletrônicas, contra a esquerda, jornalistas da mídia estatizada, contra os desmandos do Judiciário, contra as faccões, Mas entendo perfeitamente sua posição Rodrigo, você é um guerreiro, um vencedor e exemplo para nós.