publicidade
Protestos pró-Palestina em Londres revelam o ódio disfarçado de discurso pela paz | Foto: Shutterstock
Edição 293

Quem ainda pode negar que são marchas de ódio?

O cessar-fogo em Gaza não conseguiu apaziguar a fúria dos fanáticos anti-Israel

As hostilidades em Gaza podem ter cessado, mas os protestos anti-Israel na Grã-Bretanha rugem de volta à vida. Enquanto a maioria dos israelenses e palestinos celebrava o fim de uma guerra devastadora de dois anos, a 3,5 mil quilômetros de distância, em Londres, centenas de milhares foram às ruas para expressar sua raiva e consternação com os termos da paz. O acordo mediado por Trump não pode ser mantido, gritavam, porque deixa Israel intacto.

O retorno das marchas de ódio não deveria surpreender ninguém. A paz nunca foi o objetivo do movimento “pró-Palestina”. O slogan “Cessar-fogo agora!” já tinha sido abandonado muito antes do protesto do último fim de semana. Como a Campanha de Solidariedade à Palestina (PSC), uma das principais organizadoras das marchas, fez questão de “esclarecer”, as manifestações não vão parar até que “a Palestina seja livre, do rio ao mar” — isto é, até que o Estado de Israel, do rio Jordão no leste ao Mar Mediterrâneo no oeste, seja varrido do mapa.

Marchas que fingem pedir cessar-fogo revelam objetivo real de varrer Israel do mapa e reacendem discurso de ódio | Foto: Shutterstock

A mensagem do PSC foi reforçada pelos participantes. “Não queremos dois Estados”, cantava um grupo, “Queremos ‘48’” — referência ao período anterior ao reconhecimento oficial do Estado moderno de Israel. Estas não são exigências pela coexistência pacífica entre árabes e israelenses, mas sim pela destruição do Estado Judeu — para que os judeus sejam expulsos do Oriente Médio.

Há outras pistas de que não são pacifistas. Menos de duas semanas depois do massacre de judeus britânicos em um ataque terrorista em uma sinagoga de Manchester, estavam em Londres entoando cânticos por “Intifada!”. No contexto do debate Israel-Palestina, é difícil interpretar isso como algo diferente de uma demanda por violência terrorista. Quando manifestantes contrários exibiram uma faixa afirmando que “globalizar a intifada é um chamado para assassinar judeus”, foram imediatamente agredidos pela turba pró-Gaza.

Proliferavam também a apologia e até mesmo o apoio ao Hamas — o exército terrorista antissemita que iniciou a guerra em Gaza com seu pogrom em 7 de outubro de 2023. Marchando lado a lado com Jeremy Corbyn, o vice-líder do Green Party (“Partido Verde”), Mothin Ali, e o deputado independente de Gaza, Iqbal Mohamed, Adnan Hmidan — que já havia dito que “amava” o fundador do Hamas, Sheikh Yassin — descreveu o massacre do 7 de outubro como “autodefesa legítima” e até apoiou os ataques do Hamas a judeus em sinagogas. O Your Party (“Seu Partido”), legenda emergente liderada por Corbyn e Zarah Sultana, promoveu a marcha com o emoji de um triângulo vermelho — símbolo usado em vídeos de propaganda do Hamas para indicar seus alvos militares, que foi amplamente adotado por ativistas palestinos ocidentais. Um manifestante empunhava um cartaz pedindo ao governo do Reino Unido que removesse o Hamas e o Hezbollah (uma organização igualmente antissemita e terrorista baseada no Líbano) de sua lista de grupos terroristas proscritos.

Marchas em Londres expuseram o verdadeiro rosto do movimento “pró-Palestina”: apologia ao Hamas, símbolos de guerra e apoio aberto ao terror antissemita | Foto: Shutterstock

Os manifestantes palestinos rejeitam imediatamente a acusação de que são intolerantes, cheios de ódio ou violentos. No entanto, de que outro modo se poderia descrever o cântico que pede aos habitantes de Gaza para “enterrarem os sionistas”? De acordo com o estudante que liderava o coro, essa palavra de ordem em favor da morte de sionistas — lembre-se de que a maioria dos judeus é sionista — foi “discutida em workshops em Oxford” antes de ser revelada ao público. Não foi, então, um deslize linguístico, mas uma exigência calculada.

Depois, como sempre, havia o antissemitismo mais aberto e clássico. Cartazes mostravam o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu manipulando o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, como um fantoche, em um eco da propaganda nazista que retratava os judeus como manipuladores dos assuntos globais. Um cartaz dizia “o mundo tem o direito de se defender contra Israel”, acusando essencialmente o Estado Judeu de ser uma ameaça para todas as nações. Também se via a inversão do Holocausto, com israelenses rotulados como os “novos nazistas”, equiparando a guerra defensiva contra os islamofascistas do Hamas aos piores crimes da história.

Toda vez que a turba vestida com kefiyeh vai às ruas, você ouvirá cânticos pela destruição de Israel. Você verá cartazes comparando judeus a nazistas. Você verá apologetas e fanboys (“tietes”) do Hamas liderando o grupo. Então, por que nossos líderes não conseguem denunciar essa intolerância escancarada?

As manifestações de sábado confirmam que eles não estão protestando contra uma guerra — estão protestando contra o direito de um povo à existência e à autodeterminação. Chamá-las de qualquer outra coisa diferente de “marchas de ódio” seria compactuar com uma mentira perigosa.


Fraser Myers é editor-adjunto da Spiked e apresentador do podcast da Spiked. Ele está no X como: @FraserMyers.

Leia também “Nunca devemos esquecer a traição progressista aos reféns israelenses”

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Pela foto exibida pdemos verificar que não são ingleses, mas sim terroristas protegidos pelo governo ingles, de fanátcos muçulmanos a Lula pergunto, o que quer dizer palestina livre do rio ao mar não é genocidio?, esses vagabundos deveriam lutar contra o exercito israelense para conseguir seu intento, mas são covardes que só atacam civis indefesos, o mundo, como o Brasil esta de cabeça para baixo.

Anterior:
Espírito antidesportivo
Próximo:
Já comprou seu bunker?
publicidade