Os governos do PT já compraram deputados com dinheiro vivo, montaram esquemas de caixa 2 em eleições, arquitetaram o mais sofisticado propinoduto da história em conluio com um cartel de empreiteiras corruptas, assaltaram o bolso de aposentados e, agora, o presidente Lula da Silva decidiu que não precisa mais do Congresso nem vai buscar alianças de partidos em 2026. Lula tem certeza de que já está reeleito.
O petista deixou isso bem claro em duas falas nas últimas semanas. “Quando chegar a época das eleições, cada um vai para o canto que quiser. Eu não vou implorar para nenhum partido estar comigo”, disse, em entrevista à afiliada da Rede Globo no Maranhão. Ou seja: é o fim da falácia da “frente ampla” de forças políticas montada em 2022. Depois, na quarta-feira, 15, num evento com ares de comício, no Rio de Janeiro, afirmou: “O Congresso nunca teve o baixo nível como tem agora.”
Essa segunda fala caiu mal em Brasília porque o petista usou o evento como desagravo pela derrota na Câmara: os deputados derrubaram a medida provisória que garantia R$ 17 bilhões em caixa no ano que vem. Para ampliar o impacto de sua vingança, Lula levou o presidente da Casa, Hugo Motta, para discursar diante de uma plateia de esquerda, cercado de políticos como Anielle Franco, Lindbergh Farias, Marcelo Freixo, Benedita da Silva, entre outros. Resultado: Motta foi vaiado. Lula fez questão de se levantar da cadeira e ficar ao lado dele enquanto era xingado. Ao fundo, foi possível ouvir gritos de “Sem anistia”.
É evidente que ninguém obrigou Hugo Motta a viajar até o Rio de Janeiro em dia útil na Casa que ele preside. Foi porque quis. O deputado tem ajudado o governo sempre que pode: impediu o avanço do projeto da Anistia, tentou interferir na CPMI do INSS — indicou um relator, mas não vingou. Ocorre que, desde a metade do ano, ele perdeu as rédeas da Câmara. Acuado, agora tenta se agarrar ao petista para se reeleger na Paraíba. E até tentou disfarçar a humilhação em público. “Neste dia nacional do professor, é uma honra estar aqui ao lado do senhor, o presidente que mais fez pela educação do Brasil.”
Mais tarde, Motta foi questionado sobre o ataque de Lula ao Legislativo num programa da GloboNews. Ele minimizou o episódio: “Quando o presidente se referiu ao Congresso, acredito que sua crítica tenha sido mais direcionada à extrema direita”. Nessa hora, o presidente da Câmara esqueceu que sua vitória, com 444 votos, foi construída justamente num acordo com a direita — e sem esse apoio maciço, não teria vencido.
O calendário eleitoral, de fato, já domina Brasília. A um ano das urnas, vários fatores compõem esse cenário que faz Lula pensar que “o jogo está jogado”. Ele governa com a velha imprensa amplamente a favor: a cada semana, uma pesquisa de opinião é contratada para empurrar a tese de que não existe rival capaz de enfrentar o petista; o noticiário sobre o escândalo bilionário na CPMI do INSS sumiu; os comentaristas de economia — setor que patina e reúne indicadores desfavoráveis — falam sobre tudo, menos sobre economia. Quando o assunto são números, a única abordagem é a “química” entre o brasileiro e o americano Donald Trump, embora nenhum recuo em relação às tarifas tenha acontecido. Mas até Trump deixou de ser demonizado nas manchetes depois que passou a citar o nome de Lula — para os analistas da TV, o americano tem revelado virtudes
recém-descobertas.
Aqui entra um detalhe importante: segundo as cifras divulgadas frequentemente pelo site Poder360, os veículos tradicionais, principalmente a Rede Globo, nunca ganharam tanto dinheiro em verbas publicitárias do Palácio do Planalto. Só em campanhas de ministérios e ações sociais, a Globo recebeu R$ 300 milhões até o ano passado — esse valor não contabiliza a Petrobras, o Banco do Brasil e demais estatais.

Oposição sufocada
Paralelamente, há uma campanha implacável contra o Congresso, rotulado desde o final das eleições como “bolsonarista” demais. Nessa empreitada, juntam-se à mídia tradicional o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O chefe do Ministério Público, Paulo Gonet, por vezes parece obedecer às ordens do ministro Alexandre de Moraes. No gabinete ao lado, Flávio Dino montou uma central para analisar com lupa as emendas dos parlamentares e mandar a Polícia Federal fazer operações nos municípios, bases eleitorais dos deputados. O próprio Hugo Motta e seu antecessor na cadeira, Arthur Lira, foram encurralados por operações contra aliados nos seus Estados em vésperas de decisões na Câmara.
Há mais de seis anos, os adversários do PT são perseguidos por um inquérito secreto, que hoje tem dezenas de ramificações, e nem os advogados sabem onde buscar informações e qual crime é investigado — fake news, por exemplo, não tem tipificação penal. O principal líder da oposição, Jair Bolsonaro, está preso sem denúncia formal e foi condenado, com base numa delação frágil de um ex-assessor, por um golpe que não existiu.
É justamente na proteção de uma Corte política, cuja maioria dos integrantes foi ele quem indicou, que Lula se sente à vontade para atacar seus opositores. O vilão da vez é o Congresso, que não topou liberar uma bolada para o petista gastar em ano eleitoral. Graças ao STF, Bolsonaro pode ficar completamente alijado da campanha eleitoral do ano que vem. Com o adversário preso, o petista pode atacá-lo sem direito de resposta — sequer pela internet. O consórcio de poder STF-PT não disfarça a estratégia: a eleição percorrerá um caminho similar ao anterior, com ampla censura para minar a direita nas redes sociais, mas, desta vez, sem Bolsonaro puxando votos nas ruas.
A relação inédita de um presidente com ministros de um tribunal que, em tese, pode até julgá-lo um dia, não é só imoral. A soberba é tanta que os próprios ministros avisam os colunistas sociais — que, por sua vez, dão ar de normalidade aos convescotes. Na terça-feira, 14, o petista jantou no Palácio da Alvorada com Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. O tema da conversa foi a escolha do sucessor de Luís Roberto Barroso, que decidiu antecipar sua aposentadoria e deu a Lula mais uma inesperada indicação para a Corte. Os favoritos são Jorge Messias, advogado-geral da União, que agrada ao PT, e o senador Rodrigo Pacheco, nome preferido de Gilmar Mendes.

Não para por aí: colunistas circularam a informação de que Cármen Lúcia e Gilmar Mendes cogitam seguir o mesmo destino — embora possam usar a toga até 2029 e 2030, respectivamente. Se isso ocorrer, qual a chance de o País ter uma Corte estritamente constitucional?
Sem paridade de armas e com a oposição sufocada pelo tribunal desde 2019, Lula começou a fazer campanha desde já com o dinheiro dos pagadores de impostos. O melhor exemplo foi o comício no Rio de Janeiro. Escolheu também seu figurino para as eleições de 2026: as camisas vermelhas, se possível no estilo caribenho guayabera, também adotadas por Nicolás Maduro e Hugo Chávez na Venezuela, Daniel Ortega na Nicarágua, e até Fidel Castro, a principal inspiração da esquerda latina. São países onde Lula entende que há “democracia relativa” e o regime avança.
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Chega a ser deprimente pensar o futuro do Brasil nessa análise atual.
É isso que da ter como presidente da camara um pivete, que muito cedo aprendeu com se dar bem na política.
Motta é um bebê político,posto deputado para defender interesses de sua família na Paraíba e é facilmente manipulado pelo governo,; já o Alcolumbre se encaixa no perfil de antigo frequentador do lupanário brasiliense conhecido por Senado Federal e inverte o esquema, não precisa ser pressionado, se oferece compulsivamente para as mais sórdidas tarefas do interesse do sistema.
Enquanto isso os melancias continuam pintando meio fio. Eles dizem que estão atentos às suas obrigações constitucionais. Impedir o Brasil de ser devorado pelos comunistas, não seria uma obrigação deles?
MOTTA nunca perde oportunidade para provar que continua sendo um grande canalha.