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Foto: Revista Oeste/Gerada por IA
Edição 279

Empresas brasileiras se preparam para o pior

E mais: o Leão insaciável, o recorde do IOF, a expansão da Drogasil e a preocupação do Procon

As empresas brasileiras do setor industrial e do agronegócio, as mais afetadas pelo tarifaço anunciado por Donald Trump previsto para vigorar a partir do dia 1° de agosto, já assumiram que o governo Lula não conseguirá resolver o problema. Por isso, começam a se preparar para o pior.

Executivos da WEG, gigante brasileiro do setor metalúrgico, informaram que a empresa elaborou planos para mitigar impactos da tarifa de 50% imposta pelos americanos. Uma das opções seria a realocação de rotas de produção e exportação, já que a companhia possui fábricas em mais de uma dúzia de países, entre os quais Estados Unidos e México. Para a WEG, não será possível aplicar um aumento de preço em seus produtos, pois ela acabaria perdendo uma fatia do mercado para a concorrência de outros países.

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Bradesco BBI prevê mais tensões

As tensões entre Estados Unidos e Brasil vão se intensificar nas próximas semanas, alerta o Bradesco BBI. Em relatório, o banco prevê um cenário de confronto comercial mais agressivo a partir de 1º de agosto. Calcula-se que empresas norte-americanas expostas ao Brasil, como as gigantes de tecnologia e farmacêuticas, somam US$ 19 bilhões em receitas ligadas ao país.

No sentido inverso, companhias como Embraer, JBS e Gerdau mantêm operações nos EUA sujeitas a medidas de retaliação. Para o BBI, os mercados norte-americanos podem ser mais sensíveis ao aumento das tarifas que o Brasil, em razão do momento do ciclo econômico e do desconto duplo nos preços dos ativos e do câmbio brasileiro. Ainda assim, o banco ressalta que a volatilidade tende a subir no curto prazo, interrompendo os fluxos estrangeiros que vinham sustentando a bolsa brasileira.

As tensões entre Estados Unidos e Brasil vão se intensificar nas próximas semanas, alerta o Bradesco BBI | Foto: Shutterstock

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O Leão insaciável

A arrecadação do governo federal não para de subir. No acumulado de janeiro a junho, os brasileiros pagaram R$ 1,43 trilhão ao Leão, 4,38% acima do registrado nos primeiros seis meses de 2024, já descontada a correção pela inflação. Somente em junho, a arrecadação subiu 6,62% em relação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando mais de R$ 234 bilhões em impostos pagos pelos contribuintes. O governo nunca tomou tantos recursos dos brasileiros, segundo a série histórica da Receita Federal iniciada em 1995.

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Fuga de capitais gera recorde de IOF

A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em junho foi superior a R$ 8 bilhões, uma alta real de 38,83% ante o mesmo mês de 2024. O aumento é decorrente da elevação das alíquotas estabelecida pela decisão do governo. Segundo a Receita Federal, essa alta na arrecadação do IOF teria sido provocada pela “saída de moeda estrangeira e pelas operações de crédito destinadas a pessoas jurídicas, especialmente em decorrência de alterações na legislação do tributo”.

Alta na arrecadação do IOF teria sido provocada pela saída de moeda estrangeira | Foto: Shutterstock

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Ibama quer conversar

A exploração da Margem Equatorial parece mais próxima. O Ibama propôs à Petrobras uma reunião preparatória no dia 12 de agosto para a última etapa do processo de licenciamento ambiental da Foz do Amazonas. O objetivo do encontro é avançar na realização do planejamento da avaliação pré-operacional (APO), última fase do licenciamento.

A APO é uma simulação de vazamento de óleo em que a companhia deve comprovar capacidade de resposta à emergência, conforme apresentado nos planos conceituais já aprovados pelo Ibama.

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Drogasil cresce sem parar

A rede de farmácias Drogasil continua sua expansão, chegando ao patamar de 2 mil unidades em funcionamento no Brasil. Com 90 anos de história, a Drogasil faz parte do maior grupo de varejo farmacêutico do país, a RD Saúde, que conta com mais de 3,3 mil farmácias e 66 mil funcionários. São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná lideram a presença de unidades do grupo. Ao longo de 2025, o plano de expansão da RD Saúde prevê a abertura de outras 350 unidades.

A rede de farmácias Drogasil continua sua expansão | Foto: Divulgação

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Procon preocupado com concorrência aérea

O Procon de São Paulo manifestou preocupação com os potenciais impactos negativos sobre a livre concorrência caso a fusão entre a Azul e a Gol seja concluída. A autarquia realizou um relatório destacando que a nova empresa aérea controlaria 62% do mercado doméstico de transporte aéreo nacional. Para o Procon, há riscos de aumento dos preços para o consumidor final, de redução da oferta de rotas e de descontinuidade ou redução de frequência de voos.

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Mais voos da Latam

A Latam ampliará em cerca de 20% as conexões internacionais a partir do Brasil, elevando a oferta de 370 para 440 voos diretos internacionais por semana para 25 destinos. O aumento responde à alta demanda por viagens internacionais no último trimestre do ano e no início de 2026. A companhia lançará cinco novas rotas internacionais regulares no Brasil e reforçará a frequência de sete já existentes.

Latam ampliará em cerca de 20% as conexões internacionais a partir do Brasil | Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Não foi negócio para a Stone

A Stone completou a venda da Linx para a Totvs por menos da metade do que pagou. A empresa tinha desembolsado R$ 6,7 bilhões pela operação em 2020, justamente em uma disputa com a Totvs. Agora, vai adquirir o que considera um “líder indiscutível” no setor de varejo, com uma receita de R$ 1,15 bilhão no ano passado.

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Reclame Aqui à venda

A Stone também quer se desfazer da operação do Reclame Aqui, a maior plataforma de intermediação de conflitos entre empresas e consumidores da América Latina. A empresa comprou 50% da plataforma em 2022 como parte da estratégia de ampliar o leque de serviços aos clientes e buscar sinergia com a base de empresas.

Atualmente, o Reclame Aqui atende 30 milhões de consumidores e 360 mil empresas cadastradas, gerando 30 milhões de acessos por mês. O objetivo da Stone é desinvestir de ativos que não são core, para se concentrar nas operações de pagamento, por meio da revisão de suas prioridades estratégicas e da redução da alavancagem.

A Stone quer se desfazer da operação do Reclame Aqui | Foto: Divulgação

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1 comentário
  1. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Se a quadrilha de volta a cena do crime já faz o que já é de conhecimento de todos, na Petrobrás, imagine com a exploração da margem equatorial.

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