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Política

Zucco acusa esquerda de sabotar PL Antifacção: ‘O pai do projeto é o povo’

Líder da oposição na Câmara afirma que a base governista ‘nunca procurou o relator’ e critica ‘negacionismo da segurança pública’

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O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS) | Foto: Sarah Peres/Revista Oeste

Em meio a disputas sobre o Projeto de Lei 5.582/2025, o PL Antifacção, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), acusou a base esquerdista de tentar deslegitimar o processo de construção da proposta. O parlamentar gaúcho afirmou que o projeto “pertence às famílias que vivem sob terror das facções”, e não a partidos políticos.

Zucco afirmou que o relator do PL Antifacção, Guilherme Derrite (PP-SP), “esteve por duas semanas à disposição de todos os lados”. Nesse sentido, destacou que qualquer acusação de que o governo federal não foi ouvido “é falsa”.

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+ Em nova versão do PL Antifacção, Derrite acolhe fim da audiência de custódia presencial

“Quero comentar de forma muito tranquila que por duas semanas o relator esteve à disposição da oposição, do governo, da Câmara e dos partidos para construir este relatório”, declarou Zucco.

O líder da oposição afirmou que a esquerda tentou criar a narrativa de que o texto teria sido produzido sem diálogo. No entanto, segundo ele, isso foi desmentido ainda na reunião de líderes desta terça-feira, 18.

“A esquerda, de forma maldosa, negacionistas da pauta de segurança pública, foram desmentidos na reunião de hoje”, afirmou Zucco.

O novo parecer do PL Antifacção

O deputado federal Guilherme Derrite apresentou o sexto relatório do PL Antifacção, que cria o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. A nova versão foi apresentada depois de quase quatro horas de reunião com líderes partidários nesta terça-feira, 18.

O parecer do PL Antifacção lido por Derrite no plenário consolida um conjunto amplo de mudanças estruturais na política criminal brasileira. Nesta versão, incorpora um dos pontos mais sensíveis das negociações: a determinação de que a audiência de custódia será feita, como regra, por videoconferência, salvo decisão judicial fundamentada em sentido contrário. 

A incorporação do trecho sugerido pelo Partido Liberal também atende a pedidos de governadores, secretários de segurança e representantes do Judiciário. 

O relatório substitutivo, considerado pelo próprio relator “um marco autônomo de enfrentamento à criminalidade organizada ultraviolenta”, abandona a estratégia inicial de enxertar novos tipos penais na Lei Antiterrorismo.

A proposta cria um diploma independente, com penas mais altas, regras rígidas de execução penal e instrumentos ampliados de investigação e confisco patrimonial. Derrite justificou que a autonomia normativa dará “maior clareza interpretativa, estabilidade institucional e força jurídica” ao enfrentamento das facções.

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