publicidade
Política

Zambelli: 'Perseguição contra os conservadores é visível'

Deputada federal teve seu mandato cassado pelo TRE-SP

Carla Zambelli (PL-SP) foi denunciada por Sâmia Bonfim (Psol) | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Promotoria da Itália agrava situação de Carla Zambelli | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Para a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), a perseguição política contra os conservadores no Brasil “é visível como o sol do meio-dia”. A congressista teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo nesta quinta-feira, 30.

“Hoje, o TRE-SP entendeu por anular os votos de 946.244 cidadãos paulistas e cassar meu mandato de deputada federal”, disse a parlamentar, em nota. “Continuarei a lutar todos os dias de minha vida ao lado de vocês, para que tenhamos a esperança de um Brasil próspero e digno para o povo brasileiro.”

Receba nossas atualizações

O suposto crime de Zambelli teria ocorrido na eleição de 2022, quando a então candidata teria divulgado “informações inverídicas” sobre a disputa eleitoral daquele ano e montou uma “teia de desinformação” com redes sociais e sites.

“Não é demasiado se reconhecer que as condutas da representada alcançaram repercussão e gravidade aptas a influenciar na vontade livre e consciente do eleitor e em prejuízo da isonomia da disputa eleitoral”, argumentou o relator do processo, desembargador José Antonio Encinas Manfré.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

“Portanto, realidades justificadoras da cassação do diploma de deputada federal e da declaração de inelegibilidade, sanções a ela impostas por prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, em conformidade ao artigo 22, inciso XIV, da Lei Complementar 64/1990.”

A ação foi movida pela deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP). Segundo Zambelli, o partido socialista será diretamente beneficiado com a cassação, pois será um deputado da legenda que a substituiria na Câmara.

Leia mais:

O próximo na lista do Psol é João Paulo Rillo, que somou 39 mil votos naquela eleição. Hoje, ele é vereador em São José do Rio Preto (SP). No entanto, em contato com Oeste, a assessoria do psolista descartou a possibilidade de um membro do partido assumir o mandato.

Além disso, o Partido Liberal também deve perder entre dois a cinco deputados que foram “puxados” pelo quociente eleitoral garantido pela expressiva votação de Zambelli, que contou com a confiança de 946 mil eleitores paulistas.

Carla Zambelli (PL): risco de inelegibilidade por oito anos | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
Carla Zambelli (PL): risco de inelegibilidade por oito anos | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Se a estimativa mais modesta se comprovar, podem perder seus mandatos os deputados Tiririca e Delegado Paulo Bilynskyj. Caso forem cinco os congressistas afetados, também deixarão a Câmara os deputados Antonio Carlos Rodrigues, Luiz Philippe de Orléans e Bragança e Luiz Carlos Motta.

Como ainda cabe recurso, a cassação só será efetivada quando todas as possibilidades jurídicas se esgotarem. Se a condenação se mantiver, Zambelli também perderá seus direitos políticos por oito anos.

Zambelli deve enfrentar jogo duro no TSE

No entanto, reverter a decisão não deve ser fácil. De acordo com o jornalista Silvio Navarro, de Oeste, a composição do Tribunal Superior Eleitoral “ainda é desfavorável ao espectro da direita” e costuma decidir a favor dos partidos de esquerda.

“É triste para o país tomar o mandato de uma das deputadas mais votadas no maior Estado da federação por um crime que não existe: desinformação”, comentou o jornalista. “Se for isso, teríamos que olhar para todos os candidatos a deputado, senador ou presidente da República pelo PT, porque eles certamente poderiam ser punidos.”

Para o comentarista Adalberto Piotto, de Oeste sem Filtro, não há coerência uma parlamentar ser condenada por abuso da liberdade de expressão. “Há um artigo constitucional que garante a inviolabilidade por quaisquer palavras e opiniões”, recorda.

“Conversa fiada desses juízes, que são filhotes dos ministros do Supremo e agem assim”, disse Augusto Nunes, de Oeste. “O Judiciário não tem o direito de se meter em eleições para tratar de coisas assim, que não são criminosas.”

Leia também: “Angela Gandra: ‘Vivemos a pior crise jurídica da história do Brasil’”, entrevista publicada na Edição 253 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Paulo Sérgio dos Santos Mouta
    Paulo Sérgio dos Santos Mouta

    Cassar um e levar mais cinco essa é a finalidade. Tudo do PL.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.