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Política

Diretor da PF é contra classificar facções como terroristas

Para Andrei Rodrigues, PCC e Comando Vermelho não precisam da legislação antiterrorismo

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante audiência na Câmara dos Deputados | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante audiência na Câmara dos Deputados | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta quinta-feira, 4, ser contra a proposta de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Segundo ele, grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) devem ser combatidos com instrumentos voltados ao enfrentamento do crime organizado, e não por meio da legislação antiterrorismo.

A declaração foi dada durante evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília. Ao comentar a discussão, Rodrigues afirmou que há um equívoco em equiparar as facções ao terrorismo, uma vez que as motivações, estruturas e formas de atuação desses grupos são diferentes.

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Diretor da PF cita supostas diferenças

De acordo com o diretor-geral da PF, o terrorismo possui características específicas, geralmente associadas a objetivos políticos, ideológicos ou religiosos, enquanto as facções criminosas atuam prioritariamente com foco em atividades ilícitas voltadas à obtenção de lucro, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando e outros crimes.

Rodrigues argumentou que o Brasil já dispõe de mecanismos legais adequados para investigar e combater organizações criminosas. Na avaliação dele, a adoção da classificação de terrorismo não traria ganhos práticos relevantes para as forças de segurança e poderia gerar dificuldades jurídicas na condução das investigações.

Leia também: “O crime e o voto”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 325 da Revista Oeste

O tema voltou ao debate público depois de autoridades dos Estados Unidos defenderem que facções brasileiras sejam enquadradas como organizações terroristas. A proposta é vista por alguns setores como uma forma de ampliar a cooperação internacional e endurecer medidas de combate ao crime transnacional.

A posição do diretor-geral da Polícia Federal, porém, indica divergência dentro do debate sobre a melhor estratégia para enfrentar o avanço das facções criminosas, especialmente aquelas que expandiram suas operações para além das fronteiras brasileiras e passaram a atuar em diferentes países da América do Sul.

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6 comentários
  1. Andre Luiz Rodrigues
    Andre Luiz Rodrigues

    A coisa já está mais do que escancarada: se o sujeito defende bandido, bandido é também!

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Esse é outro que não tem respeito nem dentro pf foi comprado pelo Vorcaro

  3. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Quando o diretor geral da PF diz que organizações que saqueiam a população, matam, exploram o narcotráfico, dominam parte substancial do território nacional, expandem seus tentáculos para outros países e portam armas que nem o nosso exército (aliás que exército???) tem é porque a casa já caiu mesmo. Salve-se quem puder ou então ficamos a espera de uma milagre que pode vir na figura de um laranjão….

    1. Celso Ricardo Kfouri Caetano
      Celso Ricardo Kfouri Caetano

      completando o comentário: quando o diretor da PF diz que as organizações PCC E CV não devem ser enquadradas como organizações terroristas etc…..

  4. Álvaro Afonso Torres de Freitas
    Álvaro Afonso Torres de Freitas

    Está equivocado…são criminosos armados iguais aos terroristas natos logo, assim devem ser tratados.
    Este diretor da PF, deveria ter vergonha de proferir tamanha besteira.

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