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Política

Xará de Guilherme Boulos terá de mudar nome de urna

Para não confundir eleitores, candidato a vereador em São Paulo não pode usar sobrenome na urna eletrônica, afirma o Ministério Público Eleitoral

À esquerda, o candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos; à direita, Guilherme Bardauil Boulos, seu xará e candidato a vereador pelo Solidariedade | Foto: Reprodução/Redes sociais
À esquerda, o candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos; à direita, Guilherme Bardauil Boulos, seu xará e candidato a vereador pelo Solidariedade | Foto: Reprodução/Redes sociais

Xará do candidato a prefeito pelo Psol, o empresário Guilherme Bardauil Boulos (Solidariedade), que concorre ao cargo de vereador na Câmara Municipal de São Paulo, tentou mudar seu nome de urna para “Boulos”, mas a defesa do psolista protestou contra a alteração.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) entendeu que o nome de urna solicitado pelo candidato a vereador poderia causar “confusão” no eleitorado e, além de recusar a alteração, intimou Bardauil Boulos a mudar o nome de urna sem quaisquer referências ao sobrenome “Boulos”. O empresário terá dois dias para realizar a alteração.

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Procurado pelo Estadão, o candidato a vereador afirma que aguarda um parecer dos advogados de seu partido sobre a possibilidade de recurso.

Além de ser o nome exibido na urna eletrônica no momento do voto, o nome de urna diz respeito à forma pela qual um candidato será citado ao longo da campanha eleitoral. O nome de urna, em geral, coincide com o nome civil, mas pode exibir, além do prenome e sobrenome, apelidos e demais referências, como a ocupação do candidato.

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Em resolução sobre o tema, o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que a escolha do nome de urna é válida quando “não se estabelece dúvida quanto a identidade” do candidato.

Na terça-feira 10, os advogados que representam Bardauil Boulos solicitaram a mudança do nome de urna do candidato a vereador para “Boulos”. No mesmo dia, a defesa do candidato a prefeito solicitou a recusa do pedido.

“A alteração requerida, com a devida licença, não é suficiente para evitar que o eleitor se confunda sobre as pessoas candidatas, causando inegável prejuízo à normalidade e lisura do pleito”, diz a petição da defesa do candidato do Psol.

O promotor eleitoral Fabiano Petean foi favorável ao pedido da defesa de Castro Boulos e recusou o pedido de mudança do nome de urna. “Diante da coincidência de nomes e referências que podem trazer confusão ao eleitorado, manifesto-me pelo indeferimento do registro de candidatura. O candidato [Bardauil Boulos] não adequou o nome de forma que a indução seja sanada”, disse o promotor.

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Xará de Guilherme Boulos é pivô de acusação de Pablo Marçal

Desde o dia 8 de agosto, quando foi realizado o primeiro debate na TV entre candidatos à Prefeitura de São Paulo, o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) tem insinuado que o candidato a prefeito Guilherme Boulos é usuário de cocaína.

As alegações renderam a Boulos concessão de direito de resposta nas redes de Marçal, que também foi condenado a pagar uma multa de R$ 30 mil ao deputado federal do Psol.

O jornal Folha de S.Paulo revelou que Pablo Marçal, em verdade, estava em posse de um processo judicial por consumo de drogas do candidato a vereador que é xará de Guilherme Boulos. A acusação contra Guilherme Bardauil é de 2001 e se refere à posse de drogas para consumo pessoal.

À CNN, Bardauil Boulos afirmou que o caso tratava de um “ato imprudente” de sua época de faculdade, acrescentando que a droga em questão era maconha, não cocaína, e que não chegou a ser preso. “Isso é coisa do passado”, concluiu o empresário, que diz não ter sido contatado por Pablo Marçal sobre o assunto.


Redação Oeste, com informações da Agência Estado

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