A compra do então Banco Máxima, hoje Banco Master, se baseou em uma operação com indícios de fraude e superfaturamento, segundo documentos enviados por Daniel Vorcaro ao Banco Central. É o que afirma o portal UOL.
O aporte exigido pelo BC — R$ 50 milhões — foi justificado com a venda de um terreno que valorizou mais de 2 mil por cento em dois anos. O dinheiro usado na operação saiu, na prática, de um fundo imobiliário abastecido por recursos de fundos de pensão públicos.
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O BC analisou a compra ao longo de 2018. Para aprovar a operação, o órgão exigiu que Vorcaro capitalizasse o banco.
O executivo apresentou receita bruta de R$ 89 milhões da Viking Participações, incluindo a venda de um empreendimento em Jequitibá (MG), por R$ 57 milhões, ao fundo imobiliário São Domingos. O terreno valia R$ 2,5 milhões dois anos antes e nem sequer possuía condomínio construído na época da transação.
Em nota, a equipe de Vorcaro nega a prática de atos irregularidades no processo de aquisição do Master. O executivo reforça, nesse sentido, que os trâmites foram analisados — e consequentemente — aprovados pelo BC.
“A defesa de Daniel Vorcaro afirma que todas as informações e documentos apresentados no processo de aquisição do então Banco Máxima foram submetidos às auditorias e análises do Banco Central, seguindo rigorosamente os trâmites exigidos pelo regulador”, afirma o executivo. “Destaca ainda que a operação foi aprovada pelo Banco Central em novembro de 2018, conforme previsto na legislação aplicável.”
Mais detalhes sobre a operação feita por Vorcaro; padrão foi repetido no Banco Master

A valorização atípica repete um padrão já observado em negócios ligados ao Master, como o caso de um imóvel na Bahia que teria subido 11 por cento em 36 dias. A Polícia Federal (PF) investiga o uso de fundos imobiliários para inflar ativos e dar sustentação a operações financeiras do grupo.
O Fundo São Domingos, usado na compra do terreno, mantém vínculos com a antiga gestão do Banco Máxima. O ex-controlador Saul Sabbá foi condenado por maquiar balanços de 2014 a 2016.
Depois da entrada de Vorcaro, o fundo passou a registrar “Realty” em vez de “Máxima Realty”, sem alteração no valor declarado. O mesmo fundo registrou o empreendimento Jequitibá como ativo de R$ 69,2 milhões em 2018.
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Os recursos do São Domingos vieram de fundos de pensão de servidores públicos. Em 2017, o fundo teve prejuízo de R$ 109 milhões, hoje alvo de inquéritos da PF. Em 2022, a Comissão de Valores Mobiliários multou em mais de R$ 1 milhão a Foco DTVM e o diretor do fundo por má gestão.
Leia também: “O castelo de areia chamado Banco Master”, reportagem de Carlo Cauti e Gustavo Segré na Edição 297 da Revista Oeste
Texto atualizado em 3/12/2025, às 18h09, para inclusão do posicionamento enviado pela defesa de Daniel Vorcaro.





































Que picaretagem…
ESSA É A VERDADEIRA BOMBA NUCLEAR !
TODA CATREFADA ESTÁ ENVOLVIDA !