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Política

Decisão de Toffoli contra Lava Jato abre caminho para mais anulações

Outros delatores pedem para derrubar sentenças da 13ª Vara Federal de Curitiba

Dias Toffoli STF Lava Jato
Essa não é a primeira vez que Toffoli aplica a mesma lógica jurídica a outros delatores da Lava Jato | Foto: Ascom/STF

A medida do ministro Dias Toffoli que anulou os processos da Lava Jato que envolvem o doleiro Alberto Youssef estimulou uma nova onda de pedidos semelhantes no Supremo Tribunal Federal (STF).

Réus ligados às fases iniciais da operação, como Carlos Habib Chater — dono do posto de combustíveis que batizou a investigação —, já pediram extensão da decisão.

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Preso em 2014, Chater argumentou que sofreu os mesmos abusos judiciais atribuídos ao caso de Youssef. A defesa sustenta que a conduta de juízes e procuradores foi idêntica.

“A situação do requerente, a motivar este pedido de extensão dos efeitos de decisão, é idêntica à do caso paradigma, do peticionário Alberto Youssef”, dizem os advogados.

No entanto, essa não é a primeira vez que Toffoli aplica a mesma lógica jurídica a outros delatores da Lava Jato. Nos últimos meses, o ministro já beneficiou nomes como Marcelo Odebrecht, Antônio Palocci e Léo Pinheiro.

Com base em fundamentos parecidos, ele anulou provas e atos processuais, citando “ilegalidades sistêmicas” na atuação da força-tarefa de Curitiba.

Na decisão sobre Youssef, Toffoli apontou uma colaboração irregular entre o então juiz Sergio Moro, membros do Ministério Público Federal e agentes da Polícia Federal. Segundo ele, o grupo manipulava provas, pressionava alvos e mirava adversários políticos.

Toffoli pode ampliar anulação para caso de ex-presidente da Galvão

Outro pedido que aguarda análise envolve Dario Galvão Filho, ex-presidente da construtora Galvão Engenharia. Em petição apresentada em junho, o empresário alegou que também foi vítima de um conluio institucional e pediu a nulidade de todos os atos praticados contra ele.

+ Leia também: “Moro critica decisão de Toffoli sobre Youssef: ‘Inversão de valores'”

Condenado a mais de 20 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Galvão afirma que seu caso foi conduzido com parcialidade. O processo dele não está vinculado diretamente à decisão sobre Youssef, mas a argumentação é semelhante.

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