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Política

STF analisa uso de bens do governo do DF para socorrer BRB

De acordo com ação apresentada pela gestão distrital, medida busca "restabelecer e fortalecer condições econômico-financeiras do banco'

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Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Eduardo Coutinho/Wikimedia Commons

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve avaliar nesta quarta-feira, 3, se o governo do Distrito Federal (GDF) está autorizado a utilizar bens públicos para apoiar financeiramente o Banco de Brasília (BRB), depois de o caso ser transferido do plenário virtual para o presencial por pedido de destaque do ministro Flávio Dino. A pauta envolve os dez integrantes da Corte.

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De acordo com a ação apresentada pelo GDF, a medida busca “restabelecer e fortalecer as condições econômico-financeiras do Banco de Brasília S.A. – BRB, que, como é notório, tem enfrentado problemas de liquidez e patrimoniais”. As dificuldades do banco vieram à tona depois do escândalo relacionado ao Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro.

O pedido de destaque de Dino ocorreu em 8 de maio, logo depois que Edson Fachin defendeu a manutenção da decisão que ele próprio havia tomado. O presidente do STF já havia atendido a solicitação do GDF para suspender os efeitos de liminar que barrava a Lei Distrital nº 7.845/2026. Agora, todos os ministros devem votar novamente, sem considerar votos anteriores.

Decisões anteriores no STF e impacto no BRB

Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB): tentativa de reduzir o prejuízo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

No início de maio, Fachin justificou sua decisão para evitar prejuízos à instituição. Ele afirmou que entendeu “que esperar cinco, dez, 15 dias [para distribuir o processo] poderia trazer danos irreversíveis, não apenas ao banco, mas aos correntistas, investidores legítimos do banco”. “Em casos como esse, tomei a decisão e submeti ao referendo”, explicou Fachin.

A lei distrital, aprovada recentemente, autoriza o BRB a tentar vender imóveis como parte das medidas para contornar problemas decorrentes da aquisição de carteiras consideradas fraudulentas do Banco Master. O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.

Manifestação da PGR e riscos apontados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a liberação dos dispositivos legais que permitem ao BRB utilizar bens públicos para reforçar seu patrimônio. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a suspensão da norma deve ser mantida. Ele alegou risco ao patrimônio público e ao meio ambiente.

O entendimento da PGR acompanha o posicionamento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que questiona a legislação. Segundo o órgão, a norma possibilita a alienação de bens públicos sem o cumprimento das exigências legais, com risco tanto ao patrimônio público quanto ao meio ambiente.

Leia também: “Era uma vez um fora da lei”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 324 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Célio Antônio Carvalho
    Célio Antônio Carvalho

    Mais um achaque aos Servidores Públicos que mais pagam impostos no mundo! Eu não quero pagar um níquel a mais por esse descalabro.
    Ademais, para que um governo precisa de manter um banco? Vá atrás de quem deu causa a isso.
    Nós, Servidores Públicos, do Carreirão do GDF estamos com uma defasagem salarial de 110%, desde 2013 sem reajuste inflacionário sequer!
    De acordo com o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, foram 108,7 bilhões de reais, de janeiro até hoje, 03/06/2026, que o DF contribuiu com os cofres federais, ficando atrás somente de SP, RJ e MG. Vejam que tem dinheiro, bufunfa de sobra sim. O que falta é competência, gerência e zelo com a administração pública.

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