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Política

Depois de quase 30 anos, Simone Tebet deixa o MDB e se filia ao PSB

A movimentação ocorre no contexto de sua intenção de disputar uma vaga ao Senado por São Paulo na próxima eleição

Simone Tebet discursa durante café da manhã com Janja e ministras do governo | Foto: Reprodução / TV Brasil
Simone Tebet discursa durante café da manhã com Janja e ministras do governo | Foto: Reprodução / TV Brasil

Uma mudança significativa no cenário político marcou este sábado, 21. Simone Tebet, ministra do Planejamento, formalizou sua entrada no PSB em evento realizado na capital paulista, encerrando uma trajetória de quase três décadas no MDB. A movimentação ocorre no contexto de sua intenção de disputar uma vaga ao Senado por São Paulo na próxima eleição.

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Simone Tebet, que ingressou no MDB em 1997, construiu sua carreira política na sigla, ocupando cargos como senadora e candidata à Presidência em 2022. Agora, ao se filiar ao PSB, ela passa a integrar a legenda do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Confirmação da pré-candidatura e reação do PSB

No dia 12, durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Campo Grande, Tebet anunciou publicamente sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo. O PSB divulgou uma nota oficial expressando satisfação com a filiação e enaltecendo as qualidades da ministra, seu histórico político e o compromisso democrático.

“Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático”, afirmou o PSB. “Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento.”

Tebet afirmou, na semana passada, que ainda não definiu a data de saída do ministério, mas a expectativa é que ocorra até o fim de março. “São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. (…) Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, disse.

Conversas com Lula, Alckmin e a decisão familiar

A ministra relatou diálogos frequentes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sobre seu futuro político. “Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país”, destacou Tebet. “E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação.”

Simone também relembrou que, em 27 de janeiro, conversou informalmente com Lula durante uma viagem ao Panamá sobre o pleito eleitoral. O convite formal para se candidatar ao Senado por São Paulo ocorreu em 3 de fevereiro, depois de diálogo com Alckmin. “Eu fiquei de dar uma resposta apenas por uma razão, e falo isso com muita tranquilidade”, enfatizou. “Eu precisava das bençãos da minha mãe. Eu precisava conversar com a minha mãe que tinha expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela, pudesse estar mais próxima dela. Então, depois de explicar a situação para minha mãe, eu decidi cumprir essa missão”.

Trajetória política de Simone Tebet

Nascida em Três Lagoas (MS), Simone Tebet é filha do ex-governador sul-mato-grossense Ramez Tebet. Mestre em Direito do Estado, atua como professora universitária e iniciou sua trajetória política ainda na década de 1990 pelo MDB.

Tebet foi deputada estadual e, em 2004, tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Três Lagoas, cargo para o qual foi reeleita quatro anos depois. Em 2011, assumiu como vice-governadora de Mato Grosso do Sul e também chefiou a secretaria estadual de Governo.

Em 2014, conquistou uma vaga no Senado pelo Mato Grosso do Sul, participando em 2016 da comissão do impeachment de Dilma Rousseff (PT), quando votou favoravelmente ao afastamento por crime de responsabilidade. Em 2019, foi a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e em 2021, representou a bancada feminina na CPI da Covid.

Na eleição presidencial de 2022, buscou viabilizar uma alternativa de terceira via pelo MDB, obtendo 4,9 milhões de votos, o equivalente a 4,16%, ficando na terceira colocação.

Simone Tebet foi anunciada como ministra do Planejamento em dezembro de 2022, integrando a equipe do presidente Lula (PT) depois de ter participado da equipe de transição do novo governo e declarado apoio ao petista no segundo turno das eleições.

Leia também: “Os tentáculos do Master”, artigo de Carlo Cauti na Edição 305 da Revista Oeste

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7 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Não ganha nem para faxineira de 5ª categoria! Excremento de pessoa!

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    PELO MENOS TEVE VERGONHA DE EXPOR SUA VERDADEIRA CARA , O QUE NÃO É MÉRITO !
    OS VERMES SÃO ATRAÍDOS PELO CHEIO DA LAMA….
    MUITO BOM PARA O PMDB DE SÃO PAULO QUE PODERÁ APOIAR ALGUÉM DE VALOR !

  3. jose luiz Corte
    jose luiz Corte

    Cumpriria bem o seu papel em prol do país se nem fosse candidata a nada. Não faria falta alguma. Pior ainda é se candidatar por São Paulo, Não tem ética e nem palavra. Na campanha de 2022 chamou Lula de ladrão e corrupto, mas depois se aliou a ele no governo e ainda foi ministra. Creio que não se canditada em seu estado de origem porque sabe que lá todos a conhecem e não mais a elegeriam. Já em são Paulo, depois que elegeram o poste do Hadad (Taxad) passa qualquer coisa.

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