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Política

Silvio Almeida se manifesta, depois de ser demitido por Lula

'Será uma oportunidade para que eu prove a minha inocência e me reconstrua', disse o ex-ministro dos Direitos Humanos

Silvio Almeida, cerimônia de lançamento do Programa Viver Sem Limites, no Palácio do Planalto - 23/11/2023 | Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Silvio Almeida, cerimônia de lançamento do Programa Viver Sem Limites, no Palácio do Planalto - 23/11/2023 | Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, se manifestou na noite desta sexta-feira, 6, horas depois de ser demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A saída do governo ocorre em meio às denúncias de assédio sexual que pesam sobre o ex-ministro.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, seria uma das vítimas. Ela se manifestou depois da demissão do ex-ministro. “Não é aceitável relativizar ou diminuir episódios de violência”, disse. “Reconhecer a gravidade dessa prática e agir imediatamente é o procedimento correto, por isso ressalto a ação contundente do presidente Lula e agradeço a todas as manifestações de apoio e solidariedade que recebi.”

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Silvio Almeida nega as acusações. Em publicação nas redes sociais, ainda antes da demissão, o ex-ministro se manifestou sobre o assunto. “Repudio tais acusações com a força do amor e do respeito que tenho pela minha esposa e pela minha amada filha de 1 ano de idade, em meio à luta que travo, diariamente, em favor dos direitos humanos e da cidadania neste país”, disse.

Depois da demissão, o ex-ministro voltou a se manifestar. Em nota divulgada à imprensa, Silvio Almeida disse ter procurado Lula para pedir que o presidente o demitisse. O objetivo seria “conceder liberdade e isenção às apurações, que deverão ser realizadas com o rigor necessário e que possam respaldar e acolher toda e qualquer vítima de violência”. “Será uma oportunidade para que eu prove a minha inocência e me reconstrua”, disse.

De acordo com o portal Metrópoles, o episódio com Anielle Franco teria ocorrido em maio de 2023, durante uma reunião oficial sobre o combate ao racismo. Na ocasião, Silvio Almeida teria “passado a mão entre as pernas” da ministra. Além dos dois, participaram do encontro o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor-presidente substituto da Anac, Tiago Pereira.

Mais cedo, Lula se reuniu com Anielle Franco e com Silvio Almeida, separadamente. Antes disso, conversou com o controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para tratar sobre as denúncias.

Leia na íntegra a nota de Silvio Almeida

“Nesta sexta-feira, 6, em conversa com o presidente Lula, pedi para que ele me demitisse a fim de conceder liberdade e isenção às apurações, que deverão ser realizadas com o rigor necessário e que possam respaldar e acolher toda e qualquer vítima de violência. Será uma oportunidade para que eu prove a minha inocência e me reconstrua.

Ao longo de 1 ano e 8 meses à frente do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reconstruímos a política de direitos humanos no Brasil. Acumulamos vitórias e conquistas durante essa jornada que jamais serão apagadas.

A luta histórica do povo brasileiro e sua libertação são maiores que as aspirações e necessidades individuais. As conquistas civilizatórias percebidas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) correm risco de erosão imediata, o que me obriga a ir ao encontro das lutas pelas quais dediquei minha vida inteira.

Não colocarei em risco o progresso alcançado em defesa do povo invisibilizado, vítima de um massacre ininterrupto, pobre, favelado e à margem do processo civilizatório. A segurança e proteção da mulher, sua emancipação e a valorização das suas subjetividades são a força motriz e a potência reformadora e proeminente que o país precisa.

É preciso combater a violência sexual fortalecendo estratégias compromissadas com um amplo espectro de proteção às vítimas. Critérios de averiguação, meios e modos de apurações transparentes, submetidos à controle social e com efetiva participação do sistema de justiça serão a chave para efetivar políticas de proteção à violência estimulada por padrões heteronormativos.

Em razão da minha luta e dos compromissos que permeiam minha trajetória, declaro que incentivarei indistintamente a realização de criteriosas investigações. Os esforços empreendidos para que tenhamos um país mais justo e igualitário são frutos de lutas coletivas e não podem sucumbir a desejos individuais.

Sou o maior interessado em provar a minha inocência. Que os fatos sejam postos para que eu possa me defender dentro do processo legal.”

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13 comentários
  1. Reinaldo Martinazzo
    Reinaldo Martinazzo

    Sempre teve panca de boçal inútil e agora mostrou mais um atributo: taradinho.
    Que combinação para um ministro

  2. Luiz Carlos Mendonça
    Luiz Carlos Mendonça

    Nesse bla bla bla todo, em momento algum disse, com veemência e + veemència e + veemência que Anielle (e as demais) mentiram.

  3. Ismael Soler
    Ismael Soler

    A verdade é que… Quando o CAOS se instala,, os parasitas chegam com sua sede voraz.

  4. Ismael Soler
    Ismael Soler

    A verdade é que… Quando o CAOS se instala,, os parasitas chegam com sua sede voraz.

  5. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Representante fidedigno dessa esquerda podre e criminosa que se esconde atrás de narrativas, não passam de canalhas covardes.

  6. Marcelo Lucas de Albuquerque
    Marcelo Lucas de Albuquerque

    Se for verdade, além de Assédio Sexual será taxado como São Jorge.

  7. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Todos farinhas do mesmo saco ., e bom ver o circo pegar fogo com essa gente.

  8. MNJM
    MNJM

    O comportamento nunca agradou , se achava o máximo, vom ar de debochado.
    Foi um inútil, era ministro dos direitos humanos , apenas para os que eram do seu espectro político
    Já vai tarde.

  9. FATIMA
    FATIMA

    Dá um nojo ver esses hipócritas falarem o tempo todo em direitos humanos, racismo, mulher negra pra cá, homem negro pra lá. Haja estômago pra tanta farsa.

  10. Ricardo
    Ricardo

    Esse sujeito sempre se comportou de forma debochada , agressiva e intolerante foi desrespeitoso quando compareceu diante de deputados e senadores, para explicar qual o motivo do convite feito pelo seu ministério a uma senhora que é esposa de um dos líderes do crime organizado, onde foi recebido de maneira diferenciada e muito amistosa inclusive com postagem em rede social, deu mal exemplo desfilando na Marquês de Sapucaí , onde o tema da escola de samba pela qual desfilou como destaque foi muito polêmico, principalmente quando a imprensa noticiou que essa escola é financiada pelo crime organizado. Pela sua arrogância não era de se esperar outra coisa como esse tipo de comportamento que merece total repúdio.

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