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Política

Senado aprova o PL da Dosimetria

Redução de penas dos condenados pelo 8 de janeiro segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

senado mesa diretora
Plenário do Senado, onde a Mesa Diretora da Casa será definida - 3/2/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O plenário do Senado aprovou, na noite desta quarta-feira, 17, o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro. O placar ficou em 48 votos a favor e 25, contra. Houve uma abstenção.

Agora, a proposta seguirá direto para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Em linhas gerais, o PL altera a Lei de Execução Penal, fixando novas condições e porcentuais mínimos para a progressão do regime das penas.

A legislação vigente prevê que a progressão de regime pode ocorrer depois do cumprimento de 25% da pena.

Com o novo texto, esse porcentual cai para 16% (um sexto), desde que não se trate de crimes hediondos, feminicídio, constituição de milícia privada ou reincidência específica. Dessa forma, Bolsonaro, que fora condenado a 27 de prisão pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriria apenas dois anos e quatro meses em regime fechado.

Além disso, o projeto altera a forma de cálculo das penas nos casos de concurso de crimes, priorizando a pena mais grave com acréscimo proporcional, em vez da soma aritmética integral, mecanismo que, segundo defensores da proposta, levou a condenações consideradas desproporcionais.

Acordo para votação do PL da Dosimetria

Mais cedo, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou ter articulado um acordo de procedimento para viabilizar a votação do projeto. Conforme o petista, não haveria razão para postergar a análise da matéria. De acordo com ele, governistas não contavam com a reprovação do tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“A mim não me motiva empurrar com a barriga aquilo que já está claro que vai acontecer”, disse o senador pelo PT baiano, em entrevista coletiva. “Fiz um acordo de procedimento, sem consultar o presidente da República ou a ministra Gleisi Hoffmann. Quem está na política tem que se arriscar.”

Apesar disso, Wagner reiterou que o governo orientou voto contrário ao projeto e classificou a proposta como “um absurdo”. “Prefiro um final trágico a uma tragédia sem fim.”

Projeto “corrige distorções”, diz relator

Relator da proposta, o senador Esperidião Amin (PP-SC) disse mais cedo que o projeto busca “corrigir distorções”.

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“Embora o projeto não configure a desejada anistia, ele busca corrigir distorções, como foi salientado aqui na reunião da CCJ”, disse Amin. “A mão pesada, se foi culpa da lei ou se foi culpa do juiz, eu não sei. Mas há um consenso de que a mão foi pesada, muito pesada.”

O relatório de Amin incorporou uma emenda apresentada pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que limita os efeitos do PL da Dosimetria ao 8 de janeiro.

PL da Dosimetria - senador Esperidião Amin
O senador Esperidião Amin, do Partido Liberal de Santa Catarina, foi o relator do PL da Dosimetria na CCJ I Foto: Pedro França/Agência Senado

Leia também: “O Supremo tem lado”, reportagem publicada na Edição 298 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Dosimetria é banho-maria os acusadores são os criminosos Democracia para a nação brasileira

  2. ELIAS
    ELIAS

    Me pergunto qual o sentido da votação e aprovação de projetos que, tendo a esquerda derrotada, serão levados ao STF que anula todo o trabalho e esforço e decide politicamente. Me pergunto na verdade se a instituição do Congresso não é apenas uma fachada.

  3. Magno Jesus De Afonso
    Magno Jesus De Afonso

    Intenção Dos Parlamentares foi boa mas vossa senhoria Alexandre De Moraes pode derrubar numa decisão manogratica ou manda pra 1 turma onde os restantes dos ministros segue Alexandre De Moraes em todas ações onde o relator e vossa senhoria Alexandre De Moraes.

  4. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Ô senador/torneiro mecânico, sindicalista que nunca trabalhou!!! Você quer enganar quem? Dizer que não consultou o patife do molusco? Fala sério!!! Quer poupar o petralha da derrota. Ele vai vetar e já está trabalhando, pois o veto será derrubado!!! Resta uma esperança, para essa coisa ruim: a intercessão do “não juiz” psicopata. Pobre banânia!!! Ao invés de ficar perdendo o seu tempo, em Brasília, mentindo descaradamente, venha visitar a Bahia e constatar a situação calamitosa em que nos encontramos.

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