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Política

André Mendonça ganha reforço na segurança devido ao caso Master

Análise técnica identificou aumento de risco à integridade física do magistrado; proteção ostensiva acompanha o ministro até em cultos

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O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O aparato de proteção em torno do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça sofreu um forte reajuste nos últimos meses. A cúpula do Judiciário adotou a medida protetiva depois que uma análise técnica interna identificou um aumento real de risco à integridade física do magistrado. O alerta acendeu quando ele assumiu a relatoria do caso que investiga fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master.

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De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o reforço também tem relação com outro inquérito de grande repercussão sob a relatoria de André Mendonça. Trata-se da investigação sobre desvios e fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS. Ambos os casos envolvem autoridades do mundo político com foro privilegiado.

Presença ostensiva e agentes à paisana reforçam segurança

A reestruturação promovida pela Secretaria de Polícia Judicial ampliou o número de policiais dedicados à rotina do ministro. A nova dinâmica adiciona o uso de equipamentos de proteção específicos e um monitoramento minucioso de ameaças. O aparato ostensivo passou a acompanhar André Mendonça em seus compromissos no tribunal, no Tribunal Superior Eleitoral — do qual é vice-presidente — e em agendas institucionais externas.

A escolta também monitora de perto as atividades civis do ministro. Ele atua como professor universitário e como pastor na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. Agentes de segurança designados, inclusive servidores à paisana, agora acompanham o magistrado durante as pregações religiosas para mitigar qualquer vulnerabilidade.

A preocupação com a integridade do ministro cresceu consideravelmente desde o início de 2026. Em março, André Mendonça decretou a segunda prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

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A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal interceptou mensagens no celular do banqueiro. Os textos revelaram a existência de uma milícia privada mantida por Vorcaro. Batizada de “A Turma”, a estrutura armada coagia e ameaçava desafetos da família.

Embora a segurança institucional revise e estude periodicamente o cenário de riscos das autoridades, o teor violento descoberto nas investigações do caso Master forçou a cúpula administrativa a acelerar as medidas de proteção extrema no entorno de Mendonça.

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