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Política

Caiado garante permanência no União Brasil

Governador de Goiás nega saída do partido e critica Ciro Nogueira por tentar 'se colocar como vice de Tarcísio'

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que a PEC de Lula retira dos Estados a autonomia para atuar em segurança pública
Em agosto, o União Brasil e o Progressistas (PP) oficializaram a criação da Federação UPb — União Progressista | Foto: Reprodução/Youtube

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reafirmou que disputará a Presidência pelo União Brasil.

Ele também negou qualquer intenção de deixar o partido. Caiado deu a declaração em entrevista à CNN Brasil, divulgada neste sábado, 11.

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“Não avalio sair do União Brasil”, disse Caiado. “Pelo contrário, o União Brasil não recebe ordens de Ciro Nogueira. Sou pré-candidato pelo União Brasil. O nosso presidente é Antônio Rueda.”

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Em agosto, o União Brasil e o Progressistas (PP) oficializaram a criação da Federação UPb — União Progressista. A união das duas legendas formou a maior bancada da Câmara e uma das principais do Senado. A presidência da federação ficou dividida entre Antônio de Rueda, do União, e o senador Ciro Nogueira, do PP.

Nogueira tem defendido o nome dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Junior (PSD) como alternativas à candidatura de Lula nas eleições presidenciais.

Nesta semana, Nogueira visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Depois do encontro, afirmou não se opor à candidatura de Caiado, mas questionou sua “viabilidade”. “Não sou eu que vou impedir ou apoiar sua candidatura”, disse. “Quem tem que apoiar é o povo.”

Caiado reagiu. Por meio de suas redes sociais, acusou o senador de agir por interesse pessoal. “A ansiedade de Ciro Nogueira em se colocar como candidato a vice-presidente do governador Tarcísio é vergonhosa”, argumentou. “Algo tão gritante que ele se coloca como porta-voz do presidente Bolsonaro, o que ele não é.”

Caiado busca consolidar base antes das eleições

Em entrevista ao portal Poder360, Caiado confirmou que chegou a conversar com dirigentes do Podemos e do Solidariedade para avaliar alternativas, caso houvesse resistência à sua candidatura dentro do União Brasil. O partido, segundo ele, vive um período de fragmentação interna.

+ Leia também: “Moraes autoriza visitas de Ciro e Valdemar a Bolsonaro”

Caiado está em seu segundo mandato à frente do governo de Goiás e não pode disputar nova reeleição. Antes, atuou como deputado federal e senador. Ele já concorreu à Presidência em 1989, pelo antigo PSD, e obteve 0,68% dos votos.

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