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Política

Rio de Janeiro: demissão de secretário estadual gera crise e ameaça aliança em 2026

Washington Reis, dos Transportes, foi demitido por Rodrigo Bacellar presidente da Alerj que assumiu enquanto o governador está em viagem

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Bacellar quer que o PL indique seu vice e sucessor na presidência da Alerj | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A demissão de Washington Reis (MDB-RJ) da Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro abriu uma crise no governo do Estado. O impasse pressiona a base do Palácio Guanabara e pode rachar a aliança da direita para 2026, conforme informa o jornal O Globo.

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Reis foi demitido por determinação de Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), durante viagem do governador Cláudio Castro (PL-RJ) a Portugal.

Bacellar, no exercício do governo, disse que, se a decisão for revertida, deixará de apoiar o projeto político de Castro. O presidente da Alerj também tenta se aproximar de Jair Bolsonaro (PL).

Lideranças do PL, como o senador Carlos Portinho e o deputado federal Carlos Jordy, atacaram Bacellar e defenderam Reis. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara, evangélico e aliado de Silas Malafaia, chamou o emedebista de “futuro governador”.

Nos bastidores, Bolsonaro demonstra reservas a Bacellar e a Castro, mas ainda não definiu apoio. O ex-presidente pretende esperar o cenário de 2026.

Bacellar enfrenta resistência de outras siglas. Já teve atritos com PP, MDB e dirigentes locais. Há dúvidas sobre acordos que firmou, inclusive a promessa de apoiar Douglas Ruas (PL-RJ) para sucedê-lo na Alerj. Ruas é aliado do vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ).

Na sexta-feira 4, Bacellar nomeou André Moura, secretário de Governo, como interino nos Transportes. Reis reagiu com vídeo nas redes, agradeceu a Castro e afirmou que continuará trabalhando até a volta do governador.

Crise abala força do governador do Rio de Janeiro

Auxiliares de Castro avaliam que, qualquer que seja a escolha, ele sairá enfraquecido. A preocupação central é evitar uma candidatura rival ao Senado. Reis é um dos cotados.

Ao mesmo tempo, Castro depende de Bacellar, primeiro na linha sucessória, para manter base na Alerj. Isto porque o vice Thiago Pampolha (MDB) renunciou ao cargo depois de aceitar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Leia mais: “Prefeito influencer, João Campos defende regulação das redes”

Ainda na sexta, Bacellar se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em Búzios (RJ). Quer que o PL indique seu vice e sucessor na presidência da Alerj. Também propõe deixar as duas vagas ao Senado com o partido: uma com Flávio, outra com Castro, que precisa sair do governo até abril.

A equipe de Bacellar quer envolver cúpulas nacionais do PL, União Brasil, PP e Republicanos para garantir apoio por cima ao seu nome.

A crise se espalhou nas redes. Portinho disse que a demissão causou “desunião” e criticou “aventuras” e “trapalhadas”. Jordy chamou Bacellar de arrogante e defendeu Reis como candidato ao governo.

Aliados de Bacellar reagiram. Resgataram imagens de Reis ao lado de Lula e Dilma Rousseff no passado. Embora hoje ligado a Bolsonaro, Reis tem boa relação com o prefeito Eduardo Paes (PSD). O deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), aliado do prefeito, chamou Bacellar de desrespeitoso.

Reis tem dito que segue com Bolsonaro. Na sexta, ignorou visita de Lula a Duque de Caxias. Apresentou obras e recebeu o vice-prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD-RJ), em um projeto social.

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1 comentário
  1. Ana Rubia Andrade Costa Pinto
    Ana Rubia Andrade Costa Pinto

    Thiago Pampulha aceitou nada foi já esquema pra indicação só isso. Até eu se me oferecesse um TCE um TCM não vê as cincos mulheres dos ministros do Lula nos tribunais cargo vitalício. Um absurdo. Tinha que fazer uma nova constituição com o que o povo quer.

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