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Política

Decisão do STF sobre as redes enfrenta a 'má vontade de quem celebra extremismo como modelo de negócios', diz Barroso

Durante fala no 'Gilmarpalooza', em Lisboa, o presidente do Tribunal classificou o entendimento da Corte como 'moderada e equilibrada'

luís roberto barroso
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, durante o 'Gilmarpalooza', em Lisboa - 2/7/2025 | Foto: Reprodução/IDP/Youtube

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu a decisão da Corte de regular as redes sociais no Brasil.

“Não tem nada de censura”, disse, nesta quarta-feira, 2, durante o “Gilmarpalooza”, em Lisboa. “A nossa decisão enfrenta a má vontade de quem celebra o crime e o extremismo político como modelo de negócios que se alimenta do ódio.”

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Barroso afirmou ainda que o ato do Tribunal “protege os valores constitucionais e civilizatórios”. “Foi uma decisão moderada e equilibrada”, declarou.

Anteriormente, o juiz do STF observou que o resultado de julgamentos agrada uns e desagrada outros. “O STF do Brasil decide quase todas as questões divisivas da sociedade brasileira. O tipo de arranjo institucional que há no Brasil leva para o Supremo questões da interrupção da gestação à demarcação de terras indígenas, de pesquisas com células-tronco embrionárias ao desmatamento da Amazônia. Ou seja, temas em que as pessoas têm visões diferentes. Portanto, a gente está sempre desagradando alguém. Faz parte da vida que a gente escolheu ou aceitou viver.”

Regulação das redes citada por Luís Roberto Barroso

stf extradição chinês
Autoridades, durante a abertura do Ano do Judiciário — 3/2/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Na semana passada, o STF regulou as redes sociais.

Por 8 a 3, os ministros determinaram a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Apenas André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques mantiveram o mecanismo.

Resumidamente, o dispositivo legal estabelecia que as plataformas digitais só seriam responsáveis por conteúdos de terceiros se desrespeitassem ordem judicial para a remoção do material.

A maioria considera que as plataformas serão responsabilizadas se não removerem o conteúdo após notificação extrajudicial da vítima ou de seu advogado — e se posteriormente a Justiça confirmar que o conteúdo era de fato ofensivo ou ilegal.

Leia também: “Luís Roberto Barroso: ‘No tema do enfrentamento à corrupção, minha posição não prevaleceu. Lamento'”, entrevista publicada na Edição 274 da Revista Oeste

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