Pressões simultâneas de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), do Supremo Tribunal Federal (STF) e de integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva resultaram no recuo do TCU, que interrompeu ordens de inspeção do Banco Central e sinalizou que não irá anular a liquidação do Banco Master, ligado ao executivo Daniel Vorcaro.
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Fontes revelaram ao jornal O Globo que pelo menos três ministros do tribunal de contas alertaram o presidente da Corte, Vital do Rêgo, sobre o risco de desgaste institucional ao apoiar a investida do ministro Jhonatan de Jesus. Este questionava a autoridade do BC em relação à estabilidade do sistema financeiro nacional.
Além disso, com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conversou com integrantes do tribunal para rever a decisão. A informação é do jornal Folha de S.Paulo, que ainda relatou que a conduta desagradou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, indicado por Lula.
Mais reações ao movimento do TCU

Segundo um ministro ouvido em condição de anonimato pelo jornal O Globo, “Vital do Rêgo ia virar um pato manco faltando um ano para acabar o mandato dele na presidência”. “Ninguém quer passar para o Supremo e para a opinião pública a imagem de que está do lado dos bandidos”, relatou a fonte.
A ofensiva de Vital do Rêgo e Jhonatan de Jesus contra a liquidação do Master mobilizou diferentes alas do STF. Três ministros, em conversas reservadas, classificaram a iniciativa como “absurda” e avaliaram que o TCU extrapolava competências ao revisar ações do BC, ainda conforme a publicação.
Integrantes do STF destacaram que, se o TCU anulasse a liquidação do banco, caberia mandado de segurança no Supremo para buscar reverter a medida e restabelecer a decisão do Banco Central.
Em mensagens a colegas do TCU, Vital do Rêgo chegou a afirmar que o tribunal estava “sob ataque” e defendeu Jhonatan de Jesus. Além disso, disse que “nada de incomum está sendo feito” e criticou a cobertura da imprensa, que, segundo ele, “reverbera uma única narrativa”.
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No entanto, um dia depois, depois de pressões internas e externas, Vital do Rêgo afirmou à agência Reuters que o “processo de ‘desliquidação’ do Master não cabe ao TCU”. Assim, mudou sua posição anterior diante do contexto político e institucional.
Tá difícil blindar todo o peddoal que se aproveitou da jornada maluca do master