Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a manutenção da prisão domiciliar humanitária, apresentando argumentos sobre a saúde de Bolsonaro e a apreensão de uma arma em sua residência. O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que Moraes demonstrou preocupação com a condição clínica do ex-presidente e considerou relevantes os argumentos apresentados.
Nesta terça-feira, 30, a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente.
Em um post no X, o advogado Paulo Cunha Bueno informou ter se reunido pessoalmente com Moraes.
Receba nossas atualizações
O advogado disse que apresentou argumentos acerca do estado de saúde de Bolsonaro, além de esclarecimentos da arma em nome do ex-presidente.
+ Entenda o que é Política em Oeste
Cunha Bueno contou que Moraes ouviu os argumentos e demonstrou preocupação com a condição clínica de Bolsonaro.
“O ministro relator, com muita urbanidade, deu audição atenta aos argumentos trazidos — tanto no que tange à atual situação médica, quanto à questão referente à arma havida na residência”, afirmou Bueno. “Deixando assente sua preocupação em relação à condição de saúde e aos cuidados que vêm sendo dispensados.”
Conforme Cunha Bueno, os elementos apresentados justificam a continuidade da medida.
“Tenho que os argumentos trazidos, sobre ambos os tópicos a serem apreciados, são relevantes e encontram-se com fundamentos bastantes para a manutenção do regime domiciliar”, destacou.
Segundo a defesa, o caso de Bolsonaro “ostenta os requisitos de cariz humanitário a justificar a custódia domiciliar excepcional.”

Decisão depende de Moraes
O pedido da defesa ocorre enquanto o Supremo analisa a continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro.
Além das justificativas médicas apresentadas pelos advogados, o caso passou a incluir uma nova frente de apuração para verificar se o ex-presidente cometeu falta grave em razão da apreensão de uma arma em sua residência.
Com o encerramento do prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a ideia de que o STF aguarde a conclusão dessa investigação antes de decidir se Bolsonaro descumpriu as condições impostas pelo regime.
Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o episódio da arma, isoladamente, não comprova a prática de falta disciplinar grave.
Segundo o chefe da PGR, a eventual punição deve considerar os efeitos concretos da conduta sobre o cumprimento da pena, e não apenas a existência da apreensão.
Leia também: “O PT afunda no escândalo do Master”, reportagem publicada na Edição 328 da Revista Oeste
Moraes deve decidir nesta semana se mantém prisão domiciliar de Bolsonaro
Defesa de Bolsonaro deve se reunir com Moraes
Defesa diz que Bolsonaro não cometeu falta grave no caso da arma e pede manutenção da prisão domiciliar
A saúde do nosso Presidente Bolsonaro sempre nos preocupa.Como ele faz falta para o Brasil.