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Política

PSD pede ao STF que Douglas Ruas não assuma o governo do Rio de Janeiro

Partido de Eduardo Paes quer que a Corte impeça a posse do recém-eleito presidente da Alerj no Executivo do Estado

O deputado estadual Douglas Ruas (PL), eleito presidente da Alerj | Foto: Divulgação/Alerj
O parlamentar foi eleito presidente da Casa no dia 17 | Foto: Divulgação/Alerj

O Partido Social Democrático (PSD) protocolou, na manhã desta sexta-feira, 24, uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), assuma interinamente o governo do Estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa do PSD é uma resposta ao pedido apresentado por Ruas e pela própria Alerj na quinta-feira 23. O parlamentar fez um pedido à Corte depois que venceu a eleição para presidente da Casa.

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Na ocasião, a Alerj sustentou que havia surgido um “fato novo” e que, por isso, voltava a valer a regra da Constituição estadual sobre sucessão. Pela norma, o presidente do Legislativo assume o governo quando os cargos de governador e vice ficam vagos ao mesmo tempo.

Decisão no STF

Na petição enviada ao STF, o PSD sustenta que o pedido de posse de Ruas foi protocolado em uma ação que não trata da linha sucessória. Segundo o partido, isso contraria o entendimento já firmado pela própria Corte e contribui para “desestabilizar o ambiente já conturbado do Estado”.

A legenda também afirma que a Alerj utilizou uma “via inadequada” para formalizar a demanda e tenta “burlar” a decisão do STF. A Corte determinou a permanência de um desembargador à frente do governo fluminense “até nova deliberação” sobre o modelo de escolha do substituto para completar o mandato.

Leia também: “PDT leva ao STF disputa sobre eleição da mesa diretora da Alerj”

O PSD é o partido do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, apontado como pré-candidato ao governo estadual. Já Douglas Ruas é o nome do PL para a disputa pelo Executivo fluminense.

A sigla de Paes defende a realização de eleições diretas para o chamado mandato tampão, tema ainda em aberto no STF. Atualmente, o placar na Corte é de 4 votos a 1 a favor da eleição indireta. O ministro Flávio Dino pediu vista e interrompeu o julgamento.

Crise sucessória no Rio

O impasse teve origem depois de o ex-governador Cláudio Castro (PL) ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico. Castro, no entanto, renunciou ao cargo antes da conclusão do julgamento. Isso gerou dúvidas sobre a natureza da vacância e, consequentemente, sobre o modelo de escolha de seu sucessor.

Douglas Ruas já havia sido eleito para a presidência da Alerj em março, mas a Justiça anulou a votação ao considerar irregularidades no processo e a necessidade de retotalização dos votos, o que inviabilizou a posse naquele momento.

Em acórdão publicado nesta quinta-feira, 23, o TSE reconheceu que a vacância ocorreu por renúncia, não por cassação, elemento que pode influenciar a decisão final do STF sobre o caso.

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1 comentário
  1. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    O Rio continua lindo! Poe o Freixo logo
    Para foder de vez junto com o prefeitinho

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