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Política

Presidente da Enel consegue habeas corpus e pode ficar em silêncio durante a CPI

Max Xavier Lins foi convocado depois de mais de 2 milhões de imóveis em São Paulo ficarem sem energia por causa das fortes chuvas

Max Xavier Lins
Presidente da Enel, Max Lins obteve um habeas corpus e tem direito de permanecer em silêncio nas duas sessões que prestará depoimento na CPI da Assembleia Legislativa em São Paulo, na terça-feira 14 e na quinta-feira 16 | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente da Enel em São Paulo, Max Xavier Lins, obteve, na tarde desta segunda-feira, 13, uma liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que permite que ele fique em silêncio no depoimento durante as sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel.

Lins será interrogado pela comissão na terça-feira 14 e na quinta-feira 16, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

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De acordo com o desembargador Xavier de Aquino, que assina a decisão, o executivo entrou com habeas corpus “objetivando liminarmente a concessão de salvo conduto para que seja dispensado de prestar compromisso durante os depoimentos”.

Presidente da Enel teme ser incriminado

O desembargador também afirmou que Lins argumentou temer que no futuro as perguntas possam incriminá-lo.

Desta forma, o desembargador concedeu “salvo conduto para que seja dado tratamento próprio de investigado, assegurando-lhe o direito de não assinar termo de compromisso na qualidade de testemunha”.

O presidente da CPI, deputado Thiago Auricchio (PL), afirmou à CNN que lamenta a decisão “por entender que pode ser prejudicial aos trabalhos” da comissão.

“Isso não nos atrapalhará de fazer as perguntas que são necessárias. Questionamentos que não são apenas nosso, mas de 2 milhões de pessoas que foram prejudicadas pelo desserviço e o desrespeito da Enel”, declarou.

Max Xavier Lins
Segundo o desembargador Xavier de Aquino, Max Lins teme que as perguntas possam incriminá-lo | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Apagão

Lins foi convocado depois que milhares de imóveis ficarem sem energia elétrica por causa de fortes chuvas no dia 3 de novembro, na Região Metropolitana de São Paulo.

Mais de mil consumidores ficaram sem abastecimento por mais de 120 horas. Segundo a Enel, a distribuição da energia foi restabelecida totalmente na quinta-feira 9, seis dias depois do apagão.

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O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB) acionou a concessionária na Justiça, cobrando multa e explicações.

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