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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o bairro Vila Velha, em Fortaleza, na sexta-feira, 10, onde ouviu relatos de moradores expulsos pelo Comando Vermelho. Ele afirmou que mais de 80 famílias deixaram a área, agora abandonada, e criticou o presidente Lula por não classificar essas facções como organizações terroristas.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o bairro Vila Velha, em Fortaleza, onde ouviu relatos de moradores que foram expulsos de suas casas por integrantes de facções criminosas.
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A viagem ocorreu nesta sexta-feira, 10. Durante a visita, o parlamentar afirmou que mais de 80 famílias deixaram a comunidade, hoje descrita como abandonada, depois que integrantes do Comando Vermelho (CV) passaram a controlar a área.
No local, as facções passaram a explorar financeiramente os moradores. “É taxa da água, é taxa da internet, é taxa do gás, é taxa do comércio, é taxa do medo”, declarou Flávio. Em seguida, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por se posicionar contra a classificação do CV e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. “Os caras são terroristas, não adianta.”

Flávio critica governo e defende ação contra facções
Durante a visita, o deputado federal André Fernandes (PL-CE), que acompanhava Flávio, afirmou que policiais chegaram a escoltar caminhões de mudança durante a saída de moradores da comunidade. De acordo com o deputado, em vez de retomar a área, “a ordem aqui para a polícia é: ‘vai lá e escolta o caminhão de mudança para o povo conseguir sair de sua casa e deixar a casa para as facções'”.
Flávio também afirmou que o Estado precisa recuperar os territórios dominados pelo crime para permitir o retorno das famílias. “Não dá para admitir um negócio desse, o poder público escoltando a mudança do morador”, declarou.
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Em outro trecho, acrescentou que os moradores não retornam por receio de novos ataques e defendeu retirar os criminosos de circulação para que “o morador possa voltar para cá e nunca mais vai ter que olhar na cara de um traficante”.
A defesa de classificar facções como organizações narcoterroristas integra o plano Brasil Sem Medo, lançado por Flávio em junho e composto por 12 propostas voltadas ao combate ao crime organizado, ao fortalecimento das forças policiais e à retomada de áreas controladas por facções.
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