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Política

Presidente da CPMI do INSS: ‘Nenhuma manobra impedirá as investigações’

Carlos Viana cancelou a sessão desta segunda-feira, 17, depois dos depoentes conseguirem habeas corpus e atestado médico para não comparecer à reunião

Senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS | Foto:

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a ausência dos dois depoentes previstos para a sessão desta segunda-feira, 17 — que acabou sendo cancelada.

O empresário Thiago Schettini, apontado como operador intermediário do esquema, obteve um habeas corpus que lhe garantiu o direito de não comparecer e informou oficialmente que não participaria da CPMI do INSS.

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Outro convocado, Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do INSS, apresentou atestado médico em que alega incapacidade para depor. A junta médica do Senado, porém, concluiu que ele tem plena condição de prestar esclarecimentos.

Cancelamento CPMI do INSS
Nota oficial do Senado sobre o cancelamento da sessão da CPMI do INSS | Foto: Divulgação/Senado

Leia também: “O caminho do dinheiro”, reportagem de Sarah Peres na Edição 293 da Revista Oeste

“O investigado Schettini obteve recentemente decisão de habeas corpus, garantindo-lhe o direito de não comparecer, e informou que não virá”, disse Viana, em nota. “O investigado Jucimar apresentou atestado médico alegando impossibilidade de prestar depoimento. Entretanto, após avaliação realizada pela junta médica do Senado Federal, foi concluído que ele possui plena condição de depor. Diante disso, a CPMI poderá insistir em sua oitiva em momento oportuno.”

Ainda em nota, o parlamentar reforçou: “Nenhuma manobra, ausência ou protelação irá impedir o avanço das investigações”. “Esta Comissão seguirá firme, comprometida e determinada a expor toda a verdade sobre o maior escândalo contra aposentados, viúvas e órfãos do Brasil”, acrescentou.

Cancelamento de reunião da CPMI do INSS

CPMI do INSS
Reunião da comissão | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O cancelamento ocorre em meio ao crescimento das tensões que envolvem os investigados. Schettini, segundo parlamentares, teria recebido valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e teve três convocações aprovadas pela CPMI. 

Já Jucimar, afastado do INSS depois da operação da Polícia Federal, teve 11 pedidos de convocação, além de quebras de sigilo e um pedido de prisão preventiva aprovado pela comissão. Nos próximos dias, a CPMI deve definir um novo calendário para cobrar os depoimentos e retomar o curso das investigações.

Leia também: “O lobista do INSS”, reportagem de Cristyan Costa e Sarah Peres na Edição 294 da Revista Oeste

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