publicidade
Política

Presidente da CPI do Crime Organizado critica interferências do STF

Contarato reagiu à decisão de André Mendonça, que tornou facultativa a presença do ex-governador do DF Ibaneis Rocha, ausente da sessão

Contarato
Fabiano Contarato destaca que a intervenção do STF impede o funcionamento da comissão | Foto: Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-SE), criticou, nesta terça-feira, 7, as múltiplas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornaram as convocações de autoridades não obrigatórias.

“Eu queria fazer uma manifestação da forma que o Supremo Tribunal vem se manifestando em relação aos trabalhos da CPI do Crime Organizado”, disse Contarato. “Ninguém está acima da lei. Não é razoável que a gente aprove aqui a oitiva de uma testemunha, e o Supremo vem e fale: ‘Não é obrigado a comparecer’. Ora, não quer que se apure? Por que não querem que apure?.”

Receba nossas atualizações

No dia 31 de março, o colegiado convocou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) para depor nesta terça-feira. No entanto, o STF concedeu um habeas corpus, desobrigando seu comparecimento.

Saiba mais:

Segundo o pedido de convocação de Ibaneis, o colegiado desejava obter esclarecimentos sobre as negociações do Banco Regional de Brasília (BRB), estatal do Distrito Federal, para a aquisição do Master, operação que acabou barrada pelo Banco Central.

ibaneis rocha
Ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha durante um evento no Palácio do Buriti | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Convocados para a CPI do Crime Organizado

Diferentemente de um convite, a convocação obriga o depoente a testemunhar. No entanto, na quinta-feira 2, o ministro André Mendonça decidiu conceder um habeas corpus, tornando facultativa a presença de Ibaneis à CPI. Caso o ex-governador optasse por ir, ele poderia ficar calado.

Anteriormente, Ibaneis foi convidado pela comissão duas vezes, mas não compareceu às reuniões de dezembro nem fevereiro.

O relator do colegiado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), também destacou que lamenta “a reiteração de decisões do Supremo Tribunal Federal esvaziando CPIs, porque essa CPI tocou em um ponto sensível em que ninguém tocou: o envolvimento direto de ministros do Supremo com figuras, no mínimo, controversas”.

+ Mais notícias de Política em Oeste

O colegiado também marcou os depoimentos do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, para 14 de abril, e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do atual chefe da autoridade monetária do país, Gabriel Galípolo, para esta quarta-feira, 8.

Com exceção do atual presidente do Banco Central, que foi convidado, todas as demais autoridades foram convocadas pelo colegiado, ou seja, todos devem comparecer à CPI.

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade