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Política

Polícia Federal afasta secretário de Educação de BH

Bruno Barral foi alvo de uma nova etapa da Operação Overclean

Secretário de Educação de BH, Bruno Barral, é investigado pela Polícia Federal
Bruno Barral já atuou na Secretaria de Educação de Salvador | Foto: Reprodução/TV Globo

Nesta quinta-feira, 3, a Polícia Federal (PF) começou a terceira fase da Operação Overclean, que investiga desvios de emendas parlamentares e fraudes em licitações. Bruno Barral, secretário de Educação de Belo Horizonte, foi afastado de suas funções por causa das suspeitas de envolvimento com uma organização criminosa investigada.

Segundo o portal UOL, Barral já atuou como secretário de Educação em Salvador, onde estabeleceu laços políticos com ACM Neto (União-BA). A nomeação de Barral em Belo Horizonte teria sido influenciada por uma articulação de Marcos Moura, empresário conhecido por seu domínio no setor de resíduos.

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A indicação tinha o objetivo de favorecer contratos para um grupo de empresários liderados por Moura. ACM Neto e Moura são figuras proeminentes na cúpula do União Brasil, partido central na investigação da Operação Overclean.

O andamento da operação foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, relator do caso. A autorização ocorreu depois de indícios de participação de autoridades com foro privilegiado serem identificados.

Polícia Federal investiga fraudes em licitações

Prefeitura de Salvador
Sede da Prefeitura de Salvador | Foto: Divulgação/Prefeitura de Salvador

A investigação teve origem em suspeitas de fraudes em licitações em municípios baianos, envolvendo empresários como Marcos Moura e Alex Parente. Ambos foram alvos de buscas nesta fase.

De acordo com o UOL, há suspeitas de que familiares de Alex Parente estejam destruindo provas e tentando obstruir a investigação. A defesa de Parente declarou não ter acesso completo à decisão judicial para compreender as acusações contra seu cliente.

Esta fase abrangeu 16 mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju. O caso foi levado ao STF em dezembro, depois de a PF apreender documentos que sugerem pagamento de propina a um assessor de Elmar Nascimento (União-BA), líder do partido na Câmara. Desde então, o processo tramita no STF.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que o caso está em segredo de Justiça e que foi notificada da decisão do STF, que será cumprida. O prefeito Álvaro Damião afirmou que a investigação se refere a atos da Prefeitura de Salvador, sem ligação com Belo Horizonte.

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2 comentários
  1. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    A podridão na política não acaba nunca! O exemplo vem de cima!

  2. José Ângelo
    José Ângelo

    Destroem tudo. Se comportam como animais, e se apresentam na sociedade como distintos representantes.
    Fora vagabundo!!! Amigo do Geddel e do Ruim costa, no minimo!!!

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