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Política

PGR acusa Bolsonaro de ter discurso do 'pós-golpe' pronto

Denúncia ao STF cita texto encontrado na sede do PL, mas não há provas nem mesmo de que o ex-presidente teve tido acesso ao documento

paulo gonet
Paulo Gonet enviou a denúncia ao STF na terça-feira 18 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha um discurso pronto caso um suposto golpe de Estado se concretizasse depois das eleições de 2022. O documento atribuído a ele consta da denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira 18.

O texto impresso estaria na sala de Bolsonaro, na sede do PL, em Brasília. O documento continha justificativas para uma eventual declaração de “estado de sítio” e decretação da “operação de garantia da lei e da ordem”.

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Leia mais: “Leia a íntegra da denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe”

Segundo a PGR, o mesmo discurso também estaria no celular de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Discurso de Bolsonaro reforçaria permanência no poder

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o discurso encontrado “reforça o domínio que Bolsonaro possuía sobre as ações da organização criminosa, especialmente sobre qual seria o desfecho dos planos traçados — a sua permanência autoritária no poder, mediante o uso da força”.

“Diante de todo o exposto e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro Estado de Sítio; e, como ato contínuo, decreto Operação de Garantia da Lei e da Ordem”, afirma o documento atribuído a Bolsonaro pela PGR.

Não há provas de que foi o ex-presidente que escreveu ou mandou escrever o texto, nem mesmo se teve acesso a ele.

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O discurso também menciona que “a legalidade nem sempre é suficiente”. Também alega que decisões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) violaram o “princípio da moralidade institucional”. O texto ainda critica o ministro Alexandre de Moraes, ao afirmar que ele “nunca poderia ter presidido” a Corte Eleitoral durante as eleições de 2022.

Denúncia da PGR

A PGR denunciou Bolsonaro e outras 33 pessoas no inquérito sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. Os denunciados são acusados dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Leia mais: “PGR acusa Bolsonaro de crimes que nem a PF sustentou em indiciamento”

A defesa do ex-presidente afirmou ter recebido a denúncia “com estarrecimento e indignação”. Declarou que Bolsonaro “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse à desconstrução do Estado Democrático de Direito ou das instituições que o pavimentam”.

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1 comentário
  1. Doutor Adão
    Doutor Adão

    Esse Babaca aí é o Clóvis Bornay do judiciário!! Sujeitinho ridículo !!

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