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Política

PF investiga ameaça do CV a subestação de energia no Pará

Facção teria exigido a paralisação das obras; governo federal acionou forças de segurança e inteligência

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Agentes da PF, durante uma operação da corporação | Foto: Arquivo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar ameaças contra a subestação de energia Belém–Marituba, em construção no Pará. O alvo da suposta ação criminosa é uma das estruturas consideradas críticas para o sistema elétrico nacional e está ligada à preparação da cidade para a COP30.

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A corporação informou que apura se o caso envolve apenas um autor ou se há ligação com uma organização criminosa. As ameaças teriam partido de um homem que se apresentou como integrante do Comando Vermelho (CV). Ele exigiu que a empresa suspendesse a obra de expansão e interrompesse as atividades todos os dias a partir das 15 horas.

Responsável pela obra, a Verene Energia relatou os riscos ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A empresa também alertou sobre possíveis impedimentos ao acesso das equipes técnicas à instalação. Como resultado, a restrição poderia dificultar a recomposição das cargas em caso de falhas no fornecimento de energia em Belém e arredores.  

PF atua com outras forças, e governo aciona órgão de inteligência

A PF atua em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Militar do Pará. Em nota, informou que reforçou a segurança no local e que as atividades seguem normalmente, sem paralisações.

O Ministério da Justiça produziu um relatório de inteligência e distribuiu o documento à PF, à Agência Brasileira de Inteligência, ao Gabinete de Segurança Institucional e às forças estaduais. A análise ficou a cargo da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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A ameaça ocorreu no dia 30 de outubro, dois dias depois da operação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais A ação mirou lideranças do CV e se tornou a mais letal da história do Estado.

O Ministério de Minas e Energia também se envolveu no caso. Em ofício enviado ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a pasta pediu reforço técnico especializado para conter os ataques. No documento, citou a “recorrência de casos”, a “intensificação de ações criminosas” no setor elétrico e a importância da subestação para a realização da COP30.

1 comentário
  1. David S
    David S

    Os bichinhos estão apenas se divertindo!
    Não são terroristas, não….

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