A Polícia Federal (PF) identificou “proximidade pessoal” entre o então governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o empresário Daniel Vorcaro.
O entendimento da PF consta da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou mandados de busca e apreensão, nesta terça-feira, 26, no âmbito da Compliance Zero.
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De acordo com a corporação, o vínculo entre Castro e Vorcaro coincide com uma série de aportes bilionários realizados pelo RioPrevidência em uma série de produtos financeiros ligados ao Master, antes de ter sido liquidado.
Conforme a investigação, mensagens encontradas no celular de Vorcaro revelam que determinados investimentos do fundo dependiam de “alinhamento político” com o chefe do Executivo fluminense.
“A referência à alteração da composição da gestão do RioPrevidência em período imediatamente anterior ao início da série de investimentos e à descrição de eventos e encontros custeados ou organizados por Vorcaro em contexto de proximidade pessoal com o ex-governador”, escreveu Mendonça. “Segundo a representação, a atuação do ex-governador não se limitou a contatos institucionais, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro.”
Mais cedo, Castro foi alvo da oitava fase da Compliance Zero, que investiga aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos ligados ao Master. Segundo a PF, recursos públicos foram destinados ao conglomerado de Vorcaro em diferentes aplicações.
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RioPrevidência e Cláudio Castro

Entre outros pontos constatados pela PF, há indícios de um esquema bilionário de corrupção que envolve o RioPrevidência e o Master.
Segundo a PF, o RioPrevidência aplicou inicialmente R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Master.
Depois, diante de obstáculos regulatórios, outros R$ 2,01 bilhões teriam sido direcionados a fundos estruturados pelo mesmo grupo econômico.
A PF sustenta que essas operações ocorreram em meio à necessidade de captação de recursos pelo banco.
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Lula também tem essa proximidade, e a Polícia Federal sabe disso.