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Política

Ministro da Defesa de Bolsonaro foi contra 'medidas de exceção', afirma advogado

Paulo Sérgio Nogueira teria ainda tentado demover o então presidente da República de atos que supostamente seriam 'antidemocráticos'

ministério da defesa constituição
O então comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, durante cerimônia do Dia do Soldado - 25/8/2021 | Foto: Marcos Corrêa/PR

O advogado Andrew Farias disse que o general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro, foi contra “qualquer medida de exceção” planejada posteriormente ao anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 2022.

Faria fez a sustentação oral de Nogueira, nesta quarta-feira, 3, na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Ele assessorou o presidente da República de que nada poderia ser feito diante do resultado das eleições”, disse Farias. “Se posicionou totalmente contrário a qualquer medida de exceção e atuou ativamente para demovê-lo de medidas nesse sentido.”

Em virtude da declaração da defesa de Nogueira, Bolsonaro pode se complicar. “O que roubava a paz do general Paulo Sérgio?”, interpelou Farias. “Quão difícil foi ser ministro da Defesa no segundo semestre de 2022. Naquele período, oficiais generais se manifestavam nas redes de forma contundente. E qual era o receio do general Paulo Sérgio? Que alguma liderança militar levantasse o braço e rompesse.”

Interrogatório de Paulo Sérgio Nogueira fala sobre reunião

Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1
Primeiro dia de julgamento do ‘núcleo crucial’ da suposta tentativa de golpe na 1ª Turma do STF – 2/9/2025 | Foto: Luiz Silveira/STF

Em interrogatório no STF, Nogueira disse que, depois do resultado eleitoral, ele estava “preocupado” com as possíveis medidas a serem adotadas por Bolsonaro.

De acordo com o militar, o receio cresceu devido aos pedidos de intervenção militar nos acampamentos em frente aos quartéis e a posts de redes sociais.

Ainda conforme Nogueira, ele, então, convocou os chefes das Forças Armadas para uma reunião em 14 de dezembro de 2022 na sede da Defesa. “Temia uma fissura”, disse. “Até mesmo dentro dos três comandantes, eu queria uma unidade, preservar a coesão e a disciplina.”

No dia seguinte, segundo Nogueira, ele visitou Bolsonaro para informar que as Forças Armadas não apoiariam “medida de exceção”.

Leia também: “A fraude exposta”, reportagem publicada na Edição 285 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Valtair Lacerda de Souza o
    Valtair Lacerda de Souza o

    Ou seja, o general supostamente e apenas fez o que fizeram no governo Dilma, explicar as consequências. A diferença é que no primeiro caso foi a vontade de uma criminosa, contra a segunda que expôs a vontade de um povo, que ainda não sabe o que se passou dentro de uma salinha controlada por poucos. E o pior, Bolsonaro será preso por não fazer a vontade da maioria esmagadora de um povo, que não queria a volta da “normalidade” 💰, tirando um criminoso entregue pela sua própria quadrilha, e colocando de volta a cena do crime.

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