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Política

Paulinho da Força adia votação do PL da Dosimetria

Declarações do próprio relator do projeto que vem substituindo a anistia teriam atrapalhado as negociações

Paulinho da Força não conseguiu reeleiçãol | Foto: José Cruz/ Agência Brasil
O deputado disse que não espera a votação para a próxima terça-feira, 30, contrariando previsões iniciais | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Discussões sobre o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria — que vem substituindo a anistia —devem atrasar na Câmara, segundo avaliação do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O parlamentar é relator da proposta.

Ele declarou à CNN Brasil, nesta quinta-feira, 25, que não espera a votação para a próxima terça-feira, 30. Afirmação que contraria previsões iniciais.

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Nesta quarta-feira 24, estava prevista uma reunião de Paulinho com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na Residência Oficial da Câmara, em Brasília, com o objetivo de definir o calendário do projeto. O encontro, contudo, não aconteceu.

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Oficialmente, o cancelamento ocorreu devido a um compromisso de Alcolumbre no aniversário do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

Paulinho da Força ainda tenta emplacar texto alinhado com o STF

Nos bastidores, segundo a CNN Brasil, a decisão está relacionada ao desconforto causado por declarações de Paulinho. O deputado sugeriu condicionar a votação da dosimetria ao projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) para salários de até R$ 5 mil mensais.

Parlamentares viram na sugestão uma tentativa de associar uma pauta de apelo popular a um tema político delicado, o que gerou reações imediatas. Motta negou qualquer ligação entre as matérias e afirmou que a votação da isenção do IR ocorrerá na próxima quarta-feira, 1º de outubro, sem depender do avanço da dosimetria.

Apesar das dificuldades, Paulinho da Força segue buscando apoio para a proposta. Ele planeja encontros com as bancadas do PSD e do PCdoB na próxima semana. O relator do PL da Dosimetria também tenta um acordo com o Senado, que defende maior alinhamento do texto com o STF.

O projeto ainda sofre resistência. Além disso, o tema necessita de mais respaldo para ganhar força no Congresso, permanecendo indefinido quanto à data de votação.

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Leia também: “Os mortos do 8/1 que assombram o Supremo”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 288 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Helder Rodrigues de Oliveira
    Helder Rodrigues de Oliveira

    Não se deve votar nada a semana que vem, a não ser a ANISTIA. A Direita deve exigir que apresente o Projeto para votação, lembrando que a URGÊNCIA APROVADA foi para a ANISTIA, no entanto, se apresentar outro PROJETO a DIREITA apresenta o SUBSTITUTIVO e aprova. Precisa apenas ter maioria e manda ao SENADO. Na ADPF 153 o STF já julgou e deixou claro que é PRERROGATIVA do CONGRESSO a ANÍSTIA e que a CORTE nada pode fazer.

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