O partido português de direita Chega instalou nesta segunda-feira, 9, um outdoor em frente à Assembleia da República, em Lisboa, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente de Angola, João Lourenço. A peça traz fotos dos dois líderes acompanhadas da frase: “A culpa não é de 500 anos de Portugal, é da vossa corrupção”.
O cartaz foi colocado no mesmo dia da posse de António José Seguro como presidente de Portugal.
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O líder do Chega, André Ventura, divulgou nas redes sociais a imagem do outdoor. Ventura disputou a eleição presidencial contra Seguro e perdeu no segundo turno.
Ao compartilhar a publicação, Ventura afirmou que diversos chefes de Estado de países lusófonos estavam em Lisboa para a cerimônia de posse e defendeu a ideia de que o debate sobre responsabilidades históricas precisa considerar a atuação de governos atuais.
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“Respeitamos todos, sobretudo os países de língua portuguesa, mas temos de dizer a verdade. Os nossos retornados merecem, os antigos combatentes merecem, Portugal merece”, escreveu.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) respondeu à postagem de Ventura nas redes sociais. “Verdade. Lula rouba e ainda querem botar a culpa em Pedro Álvares Cabral. Faça-me o favor”, escreveu.
Chega reacende debate sobre legado colonial
O tema levantado pelo outdoor remete ao debate sobre as consequências do período colonial português em países como Brasil e Angola. Nas últimas décadas, governos e organizações civis passaram a discutir possíveis políticas de reparação histórica relacionadas à escravidão e à exploração colonial.
Segundo informações do portal Poder360, o assunto chegou a ser defendido pelo ex-presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, antecessor de Seguro. Na época, ele afirmou que Portugal deveria reconhecer crimes cometidos durante o período colonial e sugeriu discutir formas de reparação.
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Posteriormente, Rebelo de Sousa declarou que o tema da escravidão “não pode ir para debaixo do tapete”.
O debate também provocou reações diplomáticas. O governo brasileiro afirmou que a reparação histórica é uma “premissa para a cidadania”, enquanto São Tomé e Príncipe chegou a pedir formalmente que Portugal avalie mecanismos de compensação relacionados ao passado colonial.
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Apesar das discussões públicas sobre o tema, o governo português afirmou que não existem processos oficiais em andamento para estabelecer reparações às antigas colônias






































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