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Política

OAB contesta ordem do STF para lacrar celulares

Órgão questiona legalidade e diz que vai exigir revisão da medida adotada pelo ministro Cristiano Zanin em julgamento nesta terça-feira

O ministro do STF Cristiano Zanin, que mandou lacrar os celulares: gravação de áudio e vídeo em sessões públicas constitui prerrogativa da advocacia, diz OAB | Foto: Antonio Augusto/STF
O ministro do STF Cristiano Zanin, que mandou lacrar os celulares: gravação de áudio e vídeo em sessões públicas constitui prerrogativa da advocacia, diz OAB | Foto: Antonio Augusto/STF

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Brasil) emitiu uma nota no início da noite desta terça-feira, 22, em que diz receber com surpresa a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a lacração dos celulares de advogados e de profissionais da imprensa durante as sessões públicas. O uso de aparelhos para gravação de áudio e vídeo nesses casos é amparado por lei, sustenta a OAB.

A entidade afirmou que vai peticionar uma revisão da medida. A determinação para o uso de lacre partiu do presidente da 1ª Turma do STF, Cristiano Zanin, que adotou a medida no julgamento do segundo núcleo das manifestações de 8 de janeiro de 2023. Na audiência, ocorrida nesta terça-feira, Zanin mandou lacrar os telefones celulares de todos os participantes da sessão.

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OAB questiona legalidade; veja íntegra

Em nota publicada em seu site e reproduzida no perfil oficial dentro do Twitter/X, a OAB Nacional se manifesta por meio do presidente do seu conselho federal, Beto Simonetti, com a seguinte argumentação:  

“O Conselho Federal da OAB acompanha o julgamento em curso na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e recebeu com surpresa e irresignação a decisão que determinou a lacração dos celulares de advogados e de profissionais da imprensa”.

“A OAB reconhece a importância da segurança e da ordem nos julgamentos. No entanto, o uso de aparelhos para gravação de áudio e vídeo em sessões públicas é amparado por lei e constitui prerrogativa da advocacia, não podendo ser restringido sem fundamento legal claro e específico. Eventuais excessos devem ser apurados com responsabilização individualizada, sem prejuízo das garantias institucionais. Diante disso, a entidade peticionará à Corte, solicitando ao ministro Cristiano Zanin a revisão da medida”.

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9 comentários
  1. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    Tudo o que está acontecendo é culpa da OAB, omissa, há tempos , nas decisões ilegais do STF.⚖️🫣

  2. Paulo Roberto Stuart
    Paulo Roberto Stuart

    Esse Zanin é outro servo daquele sujeito que não consigo mencionar o nome. Lamentável!

  3. Messias Rodrigues Pereira
    Messias Rodrigues Pereira

    Só sabe soltar4 notinha para enganar o povo. E solta o cxxx para os torgados. Bando de incompetentes analfabetos sobre leis.

  4. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Não é piada, fomos nós que demos asas a esse bando de indivíduos limitados que procuraram os cursos de Direito como profissão, bem como somos nós que, no frigir dos ovos, validamos e bancamos suas loucuras!

  5. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Não tem que pedir revisão tem pedir a prisão se estão fora da lei

  6. clarice Bocchese da Cunha Simm
    clarice Bocchese da Cunha Simm

    Mais um item nesse mar de irregularidades deste nosso Supremo que age ao bel prazer

  7. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Meu! Com tantas irregularidades desde a descondenacáo do carniça a OAB só viu abuso em lacrar celular? Fala sério

    1. Marcos Antônio de Carvalho
      Marcos Antônio de Carvalho

      Esse é o ponto. Por que a OAB não se posiciona em relação a tantas ilegalidade? Porque é conivente. Porque tem medo. Como sabe que não adianta reclamar no supremo, por que não apresenta reclamação ao Senado? Pode não acontecer nada, mas a opsição certamente vai fazer muito barulho.

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