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Política

MST bloqueia rodovias em Alagoas e acampa em sede do governo na Bahia

As ações de tomada de propriedades privadas devem ocorrer até o dia 17

militantes do mst
Militantes do MST em ação | Foto: Divulgação/MST

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) interditaram dois trechos de rodovias federais em Alagoas na segunda-feira, 14. Os bloqueios ocorreram na BR-104, em União dos Palmares, e na BR-101, em Teotônio Vilela. O protesto teve como alvo o governo estadual, acusado de não cumprir um acordo relacionado à destinação de terras do Grupo João Lyra.

As propriedades reivindicadas pertenciam à antiga Laginha Agroindustrial S/A, que teve a falência decretada em 2012. O grupo era liderado pelo empresário e ex-deputado federal João Lyra Filho, que morreu em 2021. Ele era avô da atual governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB).

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Desde a quebra do grupo, o MST intensificou a pressão para tomar posse de parte das terras. Os militantes ocuparam três usinas: Guaxuma, localizada entre Coruripe, Teotônio Vilela e Junqueiro; Uruba, em Atalaia; e Laginha, entre União dos Palmares e Branquinha.

Em 2016, começaram as negociações entre o MST, o governo de Alagoas, o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-AL) e a administração da massa falida. O movimento afirma que foi firmado um acordo para destinar áreas das usinas Guaxuma e Laginha à reforma agrária. Desde então, porém, o processo estaria paralisado.

Leia também: “O perigo do ‘Abril Vermelho’ do MST

A mobilização contou com a adesão de outras entidades, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Frente Nacional de Luta (FNL) e o Movimento Via do Trabalho (MVT), entre outros. Segundo o MST, centenas de militantes participaram da ação como parte da campanha “Abril Vermelho”, marcada por manifestações em todo o país.

Pressão aumentou na Bahia

Na Bahia, a pressão também aumentou. Em Salvador, militantes montaram um acampamento no estacionamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O objetivo é forçar o avanço de pautas da reforma agrária nos governos estadual e federal.

Entre as reivindicações, o movimento exige a regularização de assentamentos, a criação de novas áreas para acampados e a ampliação de políticas públicas para a agricultura familiar. O acampamento deve continuar até quinta-feira 17.

MST realiza invasões em outros Estados

Na Paraíba, 50 famílias invadiram a Fazenda Carvalho em Solânea, enquanto 500 famílias invadiram uma granja em Santa Rita. Em Tacima, a Fazenda Nossa Senhora de Fátima foi tomada por cem famílias.

Em Sergipe, 500 famílias invadiram uma área na Região Metropolitana de Aracaju. No Ceará, 700 agricultores tomaram a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, em Fortaleza.

Em Minas Gerais, mais de 600 famílias ligadas ao MST invadiram uma área em Frei Inocêncio, para pedir a desapropriação da Fazenda Rancho Grande.

Leia também: “MST começa a promover o Abril Vermelho; invasões em MG e PE”

Já no Estado de São Paulo, 400 famílias tomaram a Usina São José, em Rio das Pedras. No Rio de Janeiro, 500 famílias invadiram a Fazenda Santa Luzia, na Usina Sapucaia, em Campos dos Goytacazes. Em Goiás, 500 famílias tomaram a Fazenda São Paulo, em Água Fria.

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