Depois de negociações internas, o senador Sergio Moro foi confirmado como novo presidente estadual do União Brasil no Paraná. A escolha é resultado de articulações com a liderança nacional do partido.
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A mudança ocorre depois da renúncia do deputado federal Felipe Francischini, que destacou em carta pública o “sentimento de missão cumprida”. O senador agradeceu o “gesto corajoso e altruísta” do colega, segundo publicação em rede social.
Apesar do avanço, o caminho de Moro rumo à disputa pelo governo do Paraná em 2026 permanece repleto de desafios, que incluem resistências dentro do próprio União Brasil. A entrada de Paulo Martins no Partido Novo e a formação da federação entre União Brasil e Progressistas (PP) adicionaram novas dificuldades ao projeto eleitoral do ex-juiz da Lava Jato.
Moro lidera pesquisas, mas ambiente político é incerto
Em pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 21 de agosto, Moro aparece na liderança com 38% das intenções de voto. O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), soma 8%; Enio Verri (PT), diretor da Itaipu, tem 7%; e Guto Silva (PSD), secretário de Estado das Cidades, marca 6%.
O controle do União Brasil no Paraná era exercido pela família Francischini até a saída de Felipe. Moro, filiado ao partido desde 2022, enfrentou desgaste no relacionamento durante as eleições municipais de 2024. O senador questionou candidaturas em cidades estratégicas.
Em Curitiba, a chapa de Ney Leprevost (União Brasil) e Rosangela Moro (União Brasil-SP), mulher de Moro, alcançou apenas 6% dos votos — ficou em quarto lugar. O grupo do governador Ratinho Junior (PSD) saiu vitorioso, com a eleição de Eduardo Pimentel (PSD).
Tensões entre o ex-juiz da Lava Jato e Ratinho Junior
As relações políticas entre Moro e Ratinho Junior sofreram tensões depois de o chefe do Executivo estadual substituir Mauro Moraes, aliado do senador, na Secretaria do Trabalho, pelo deputado estadual Do Carmo (União Brasil), com quem Moro mantém rivalidade desde 2024.
O PP, liderado por Ricardo Barros no Paraná, também mantém cargos no governo e, junto ao União Brasil, discute a formação da federação União Progressista no Estado.
No entanto, a integração entre União Brasil e PP no Paraná se mostra complexa. O PP divulgou nota, na quarta-feira 3, em que afirma não haver “consenso quanto à indicação da presidência da Federação União Progressista no Estado”. Também ressaltou que a falta de entendimento inviabiliza o registro de candidatura ao Executivo estadual na Justiça Eleitoral.


PL não vai recorrer de decisão do TSE que rejeitou cassação de Sergio Moro 




































Frouxo ,porém é o que temos pra hoje .
Sérgio Moro é bastante simbólico na história recente do Brasil. Toda a sujeira armada pelo STF dos 8 contra a Lava Jato foi tão escandalosa que estremeceu e acordou uma boa parte da população, expondo que a gangue que atuou nos mensalão e petrolão tinha uma força oculta, uma carta na manga.
Sou de São Paulo, mas certamente que votaria no senador Moro para o governo do Paraná se aí morasse.
Precisamos resgatar os retalhos que sobraram e fortalecer a cada estado até que um cenário político e jurídico melhor esteja novamente disponível.