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Política

Moraes prorroga prazo para o governo do Rio explicar megaoperação

A ação policial contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão resultou em 121 mortes

eduardo bolsonaro
Em nota, o governo do Rio declarou que está 'sempre pronto a colaborar com as autoridades' | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou o prazo para que o governo do Rio de Janeiro forneça dados detalhados sobre a megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV) realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes.

O ministro Alexandre de Moraes, relator temporário da ADPF das Favelas, concedeu o adiamento de cinco dias úteis, até a próxima segunda-feira, 17, depois de pedido do próprio governo estadual, para que as secretarias envolvidas reúnam e encaminhem os documentos e laudos requeridos.

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Entre as demandas do STF, o governo fluminense deverá preservar imagens de câmeras corporais de policiais, enviar laudos necroscópicos, relatórios de inteligência e detalhar as ações que fundamentaram os mandados de prisão cumpridos durante a operação.

Moraes também destacou a necessidade de que todos os materiais relativos à operação, como perícias e cadeias de custódia, sejam mantidos para garantir o controle e a fiscalização do Ministério Público, assegurando o acesso da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Governo do Rio promete colaborar com Moraes

Em nota, o governo do Rio declarou que está “sempre pronto a colaborar com as autoridades” e assegurou que irá disponibilizar todo o material solicitado por Moraes.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro levantará os dados da operação, identificará os presos com mandado, apontará os que foram flagrados em crime e informará a situação processual de cada um. O órgão também divulgará os resultados das audiências de custódia e dos mandados de busca e apreensão.

Leia também: “Insegurança nacional”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 295 da Revista Oeste

O Ministério Público estadual, por sua vez, terá de apresentar relatórios e laudos de perícia independente, assim como o Procedimento Investigatório Criminal integral, incluindo anexos e diligências.

Já a Defensoria Pública deverá esclarecer se o acesso às provas e aos procedimentos necessários está garantido para o acompanhamento e assistência às famílias dos mortos.

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1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Já reino no Brasil? Só de for do pô.

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